17- Viagem de ônibus


As curvas sombrias eram o único caminho. O silêncio sepulcral gritava dentro da latinha, assustadoramente vazia. O breu mesclava-se à luz intermitente e fria. As janelas mantinham-se baças.

A criatura sentada no fundo parecia esquecida. Sua cabeça apoiava-se indolente no vidro gélido e úmido. Seus olhos negrumes fitavam o vazio. Algumas lágrimas se iluminavam quando a luz voltava a acender.

A velha mala de palha parecia ser sua única companhia. Ali o passado confundia-se com o presente e se metamorfoseava vagarosamente no futuro. 

O cheiro fresco do adeus pesava o ambiente. A tristeza era palpável.

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