Roleta Russa



Olá, pessoal! Como estão? Esse mês estou trazendo para vocês a resenha de Roleta Russa (ou Operação Red Sparrow), cujo filme saiu ano passado. É uma resenha curtinha, mas espero que gostem. Não deixem de me seguir lá no instagram, onde estou postando semanalmente. Agora vamos ao que importa: 


Roleta Russa - Jason Matthews
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Nota: 3,5



Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo.
Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem.
Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR.
Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.
Na Rússia atual, governada com mão de ferro por Vladimir Putin, a jovem e determinada Dominika Egorova cai nas garras do sistema logo após sofrer duas perdas brutais. Recrutada pelo SVR, ela se torna uma agente especializada em sedução de alvos e logo é designada a uma missão que será a grande chance de provar sua competência: descobrir o nome do funcionário do SVR que está repassando informações confidenciais da inteligência russa aos Estados Unidos.
A muitos quilômetros de distância, na Finlândia, Nathaniel Nash, um ambicioso espião norte-americano, tem a oportunidade de salvar sua carreira e sua reputação depois de protagonizar uma ação que por pouco não terminou em desastre. Agora ele precisa, a qualquer custo, proteger Marble, o ativo russo mais importante da CIA.
Quando suas respectivas missões fazem com que o caminho dos dois agentes se cruze, colocando-os em lados opostos, inicia-se um arriscado jogo de gato e rato, pontuado por elaborados esquemas de vigilância, técnicas de recrutamento e procedimentos de contra inteligência.
No momento em que um deles decide passar para o outro lado, colocando-se na perigosa posição de agente duplo, torna-se pivô de uma complexa operação capaz de pôr em risco não só a própria vida, mas a de todos a seu redor.

Dominika é uma ex-bailarina que, por “imposição” do tio, se torna uma agente da SVR. Entre missões não muito bem-sucedidas, ela se vê diante da tarefa de seguir e recrutar Nathaniel Nash, agente da CIA e o responsável por um dos mais importantes informantes russos. Dominika precisa recrutar Nate e fazê-lo contar a identidade do traidor. Porém, as ações dos próprios russos fazem a jovem mulher repensar sua posição dentro daquele jogo de manipulação e resolver tomar suas próprias decisões. 

Roleta Russa é o antigo título de Operação Red Sparrow, primeiro volume de uma trilogia. Temos como personagens principais Dominika e Nate, que vamos conhecendo aos poucos a cada página. O livro não foca no desenvolvimento das personagens, sendo que, para mim pelo menos, a figura mais bem desenvolvida é a própria Dominika. As outras possuem nuances, nada muito profundo, mas realizam bem seus trabalhos dentro da trama. 

A história foca bastante nas operações, no suspense e nos resultados. A linguagem e a ambientação fazem o leitor submergir na obra e se manter lá no fundo enquanto fica curioso para saber como as coisas irão se resolver e qual rumo cada personagem irá tomar. Narrado em terceira pessoa e com vários pontos de vista, passeamos entre países e vida de várias personagens em poucas páginas, deixando o texto mais dinâmico, ao mesmo tempo que consegue manter o suspense até meados do final.

É um livro divertido para passar o tempo, não uma leitura muito profunda, mas que vai ocupar bem suas horas. O final parece cortado, dando espaço para as duas continuações. Porém, no fim do livro, os protagonistas parecem perder um pouco suas vozes, sendo guiados por outras personagens até o desfecho. Apesar de tudo, foi uma boa leitura. 

O que mais me incomodou, foi a forte dualidade entre Rússia e Estados Unidos (compreensível, já que foi escrito por um ex-agente da CIA). O autor colocou muito os EUA em um pedestal, ao passo que torna a Rússia o pior dos piores países. Se você não se importa com isso, irá aproveitar a leitura mais do que eu. 

Sobre o filme: Ele tem coisas bem diferentes do livro e apesar de eu achar que algumas mudanças foram para melhor, não gostei do resultado final, principalmente no que tocou a sexualidade e comportamento da Dominika. 

E é isso. Não é uma leitura muito curtinha, mas é bastante interessante. Eu não leio muito sobre o tema, o que me deixou bastante contente com a forma que o autor o colocou, utilizando-se de termos, mas não de um jeito que deixou a leitura chata e enfadonha. 


Vocês já leram o livro? Já assistiram ao filme? Comentem aqui embaixo para eu saber! Não deixem de me seguir lá no insta para sempre terem novidades. 

Beijos e até!
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Desejo e Honra



Oi, pessoal!! Hoje venho trazer uma resenha de um livro que li em parceria com a autora Tatiane Durães. Desejo e Honra foi publicado em 2015 pela Editora Deuses e agora a autora nos trouxe uma nova versão, reformulada e editada. Quando eu soube, não pude deixar de me interessar pela leitura, já que queria comparar as duas versões (como já fiz com outro livro da autora, que você pode ler a resenha aqui). Então é só continuar lendo para conhecer um pouco mais da edição de 2019. 




Desejo e Honra - Tatiane Durães
Editora: Amazon/ Independente
Páginas: 220
Nota: 4

Amanda precisa fugir. Os guardas da Força Pública estão em seu encalço e ela não quer perder sua adorada liberdade. Para não ser presa, precisará pedir auxílio a Lurdes, uma antiga amiga de sua falecida mãe, e terá que trabalhar na casa do Conde de Castro. Seus planos parecem simples: fingir ser uma dama doce e inocente, ficar escondida tempo suficiente para que o delegado a esqueça e afanar as joias da casa — sua especialidade — para ir para bem longe dali. Mas a jovem ladra não esperava esbarrar com o segredo de Leon e ser desafiada por mistérios além de sua compreensão, que podem mudar todos seus planos.


Amanda é uma ladra famosa, que se vê obrigada a fugir de sua casa quando seu antigo companheiro a trai, entregando-a à Força Pública. Para não ser capturada e morta em praça pública, ela decide cobrar de uma antiga amiga da família, Lurdes, um favor: um emprego na fazenda no interior, onde poderia se esconder até quando estivesse preparada para fugir. A princípio, Lurdes fica com um pé atrás, mas leva a moça de qualquer jeito.

Leon, o Conde de Castro, é o filho dos donos da fazenda e o responsável por todo negócio que acontece em suas terras. Ele não fica sem notar a presença da nova empregada e, mais e mais, vai se interessando por ela, até fazer com que a proximidade entre os dois se estreite de tal forma que Amanda deixa de lado suas suspeitas para com o Conde e se permite responder às propostas deste. 

O que nossa jovem protagonista não imaginava antes de morar na casa, porém, era que não apenas o dono da fazenda, mas também seus empregados guardam segredos que fazem Amanda se coçar de curiosidade. As coisas se tornam mais confusas quando a imaginação da jovem parece querer pregar peças nela. Ou será que não é só sua imaginação? 


O livro é narrado em terceira pessoa, mas com o foco na protagonista, o que deixa o leitor com o mesmo tanto de informação que Amanda - ou seja, tão curioso quanto ela. Foi uma escolha acertada da autora, já que permite que a protagonista e o leitor fiquem no mesmo degrau e vão descobrindo tudo juntos, o que mantém o suspense até o momento em que as coisas se resolvem. 

Desejo e Honra é um romance de época que se passa no Brasil, um pouco depois da abolição da escravatura. A descrição e narração remetem aos livros escritos durante o século XIX aqui nas terras tupiniquins, mas também tem aquele quê de romance europeu (como muitas obras brasileiras dos anos de 1800). A autora soube desenvolver bem o estilo, adicionando também um pouco de fantasia (que é o gênero que a Tatiane gosta tanto). Essa característica, além da atmosfera misteriosa, me remeteu um pouco aos romances góticos, mesmo que não seja tão sombrio quanto um.
Amanda e Leon são personagens à frente do seu tempo. O Conde guarda segredos que não são lá muito usuais para os mocinhos de romances de época, mas que tornaram o personagem ainda mais interessante. Na construção da protagonista, porém, eu senti um pouco de falta de seus dotes como ladra, que são mostrados ligeiramente melhor no final, mas, para mim, não fazendo jus à fama da garota na cidade. 

Quando comecei a leitura, pensei que seria mais parecido com a primeira versão da obra, mas o livro está completamente diferente. O novo rumo que a Tatiane resolveu tomar deixou o texto mais coeso, verossímil e interessante, além de conseguir prender ainda mais o leitor. Foi uma grata surpresa e me fez subir a nota que eu havia dado ao livro da primeira vez que li. 

Para quem gosta de histórias de época, com casais apaixonados, mas que também não dispensa um bom suspense e um final intrigante e não convencional, Desejo e Honra é uma boa pedida. 

O ebook está disponível na Amazon, ou você pode colaborar com a campanha do Catarse e garantir um lindo exemplar físico. É só visitar o link abaixo:





Espero que tenham gostado da resenha. A ajuda de vocês é muito importante para que a campanha seja um sucesso, então não deixem de compartilhar com aquele amigo que você sabe que se interessaria pela história (e com todo mundo que você conhece também rsrs). Obrigada por lerem e até mais! 
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O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares



Oi, pessoal! 
Tem algum tempo que não posto aqui, não é mesmo? Estou dando preferência para postagens no instagram do blog (já que as resenhas lá são menores e mais rápidas de se postar). Mas irei aparecer por aqui volta e meia para deixar o blog atualizado. A resenha de hoje está no formato que estou usando no instagram também, desculpe a mudança. Espero que gostem. 



O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs
Editora: Leya (versão antiga)
Páginas: 336
Nota: 3/5
Skoob


Jacob cresceu ouvindo as estranhas histórias do passado de seu avô. Este era seu grande herói e sua morte um tanto quanto esquisita coloca Jake de frente ao passado e seus traumatizantes pesadelos. 

Eu sou apaixonada por livros com escolas e orfanatos, então O Orfanato da Srta Pregrine Para Crianças Peculiares me interessou desde o primeiro momento. Eu assisti ao filme primeiro, então só depois de algum tempo que descobri porque tantas pessoas se incomodaram com a adaptação. 

No livro, somos apresentados a vários e vários personagens, crianças com suas peculiaridades e todo o universo criado pelo autor de fendas e etéreos. Temos personagens para todos os gostos e foi interessante imaginá-los com a ajuda das fotos que o próprio autor disponibilizou. Porém, achei que muitos poderiam ser melhor explorados. Não apenas os personagens, mas o próprio universo, já que quando temos uma explicação, ela fica muito corrida e um pouco jogada. 

O meu principal problema com o livro foi a forma como tudo correu no final, como se o autor não tivesse páginas suficientes para terminar o primeiro volume da mesma forma calma que começou (explicando as coisas e deixando claro porque cada cena estava ali). O final ficou em aberto, para ser continuado no exemplar dois, como se o livro se tratasse de uma parte 1 e não de um primeiro volume completo. 

Eu gostei muito da linguagem escolhida pelo autor. É uma linguagem mais jovem, que transformou o livro em algo mais cotidiano, apesar de tudo. Jake, o protagonista, foi meu personagem favorito (o que não está acontecendo com tanta frequência quanto eu queria *risos). Ele está longe de ser o herói perfeito e tudo isso se encaixou bem na proposta peculiar do livro. Porém, algumas situações não me convenceram muito, assim como o romance que estava surgindo. 

A leitura foi divertida, com suas diferenças do roteiro do filme. Eu gostei de ambos, cada um a sua forma. É um livro para jovens, que trata sobre diferenças, guerra e aventura. Logo irei ler o segundo
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Poder (Saga Encantadas #3) [+18]


Oie!

Hoje venho falar o que achei do último livro da Saga Encantadas. A resenha dos dois primeiros volumes vocês podem conferir aqui e aqui.


Poder - Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 224
Nota: 3,5/5

Acordar uma princesa pode ser letal.
Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos!
Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder...
Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem à beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras.


O livro três da Saga Encantadas na verdade é um prelúdio do livro um, onde conhecemos a história do príncipe e do caçador. O rei decide mandar o filho para uma aventura, a fim de deixá-lo mais sábio e centrado nas questões reais. Para protegê-lo, contrata o melhor caçador que encontrou e manda os dois para um antigo reino que guarda um mistério. 

No caminho, junta-se a eles Petra, a chapeuzinho vermelha, e os três continuam sua busca pelo reino encantado que ninguém sabe ao certo como desapareceu, só sabem que agora está circundado por uma vasta floresta que nunca se abre. 

Com muito esforço, eles vencem a vegetação e entram no lugar, mas de imediato percebem que há algo de estranho. Tudo é muito silencioso e basta uma breve olhada pelas casas para notar que todos os moradores do reino estão dormindo. 

Aqui vocês já devem ter percebido que neste livro iremos conhecer a história da Bela Adormecida, mas não só dela, também do Rumpelstiltskin, da Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho e é citada a Rapunzel.  

O trio finalmente chega ao castelo e encontra a princesa - rainha, na verdade - em um sono profundo, com o dedo furado e o chão ensanguentado. Eles a acordam e descobrem que ela e o reino havia sido amaldiçoados por Rumpelstiltskin, o conselheiro do falecido rei. 

Nenhum dos três consegue entender o porquê de alguém amaldiçoar Bela, uma pessoa tão boa e sorridente, mas é só avançar nos capítulos que entendemos bem o que está acontecendo naquele lugar. 

Por mais que o livro se passe antes do primeiro, não me incomodei com a ordem que a autora resolveu publicar, achei até que ficou melhor desse jeito do que com o 3º livro antes do 1º. 

Assim como os outros volumes, esse é narrado em terceira pessoa, mas agora temos mais pontos de vista durante a maior parte da história. Isso ajudou com que o livro não ficasse arrastado e pudéssemos descobrir de visões diferentes o que estava acontecendo no reino. 

Vou confessar que dos três, esse foi o que menos gostei, já que quase não me identifiquei com os personagens. Também achei o mais pesado dos três, nesse a loucura foi para outro nível *risos*. Mas, apesar de tudo, a leitura foi boa e rápida. 

Não encontrei falhas na trama, ou nada que pudesse atrapalhar o desenrolar e o entendimento. Achei porém que a figura do Rumpelstiltskin poderia ter sido melhor trabalhada, fiquei com a sensação que a autora apenas o colocou para ter mais um personagem dos contos de fadas (mesmo que traga referências de sua história original). A mesma coisa senti com Rapunzel. 

Este último volume entendi mais como um spin-off, para dar uma passada e explicar a história do príncipe (esse cara têm uns fetiches muito estranhos kkkk) e do caçador. Algumas coisas do livro anterior são explicadas, mas não achei que era tão necessário. 

Contudo, a leitura foi muito boa, gostei bastante da saga inteira e super indico para quem, assim como eu, gosta de contos de fadas.  

Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar o que achou ♥

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Beijinhos e até mais!

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Feitiço (Saga Encantadas #2) [+18]


Oie! Como estão todos vocês? Espero que bem 

Três anos depois da leitura do primeiro volume, resolvi continuar a Saga Encantadas. Na época eu estava bem na vibes Once Upon a Time e gostei muito da leitura, mas fiquei um pouco receosa quando decidi voltar a ler, acreditando que, por estar em uma nova fase, não iria gostar tanto dos seguintes. 

Mas aqui está a resenha do livro dois! Espero que gostem da leitura. Ah! Se quiserem ler o que achei do primeiro livro, é só entrar aqui




Feitiço - Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 247
Nota: 4/5

Cuidado com o que você deseja!
Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos!
Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades.
Feitiço é o segundo volume da trilogia iniciada com Veneno, um best-seller inglês clássico e moderno ao mesmo tempo em que recria as personagens mais famosas dos irmãos Grimm com personalidade forte, uma queda por aventuras e, eventualmente, uma sina por encrencas. Princesas, rainhas, reis, caçadores e criaturas da floresta: não acredite na inocência de nenhum deles!

O segundo volume da Saga Encantadas nos traz a história de Cinderela, uma jovem que mora no reino com seu pai, sua madrasta e as filhas desta. O maior sonho de nossa protagonista é ver realizada sua paixão platônica por nada mais, nada menos do que o príncipe. Quando ela descobre que o rei irá fazer uma festa para finalmente encontrar a esposa perfeita para o filho, Cinder decide que aquela era sua chance de encantar o herdeiro. Porém, sua família prefere mandar Rose, a filha de sua madrasta, para o baile e não Cinderela. 

Quando sua única chance estava se dissipando ao vento, uma figura peculiar surge para ajudá-la, mas claro, tudo tem seu preço. 

Não sei por que demorei tanto para continuar a ler essa saga. Os livros são bem curtinhos, daqueles que você lê em uma sentada. Li o primeiro volume em 2015, quando estava assistindo Once Upon a Time (e gostando...). Como vocês já devem estar cansados de saber, sou apaixonada por Contos de Fadas e adoro ler uma boa releitura. 

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O livro é narrado em terceira pessoa, principalmente pelo ponto de vista da Cinderela, ou seja, não sabemos muito o que está acontecendo com os outros personagens, quem são ou suas verdadeiras intenções até que elas sejam descobertas pela protagonista. 

A escrita da Sarah é leve e consegue te prender pela forma em que a trama foi construída. Por mais que tenha toda aquela atmosfera de contos de fadas, o livro não tem uma linguagem infantil, nem você se sente lendo um livro infantil, pelo contrário, os personagens são adultos bem reais e que conversam com um público mais velho, além da história trazer também o tema sexualidade (mesmo que não tão enfatizado como outras releituras). 

Quando comecei a leitura, pensei que não iria gostar do livro, porque estava detestando a Cinderela. Basicamente, ela estava sendo a personificação da mesquinharia e egocentrismo Mas a evolução dela foi surpreendente e bem trabalhada e por mais que isso não tenha sido o que mais gostei no livro, ajudou muito a enriquecer a história. Os demais personagens têm um nível de complexidade também, mas, como é mais comum, a autora trabalhou mais os principais, como Cinder e Rose.

Uma coisa não me convenceu porém: por mais que o ponto de vista fosse em maioria da Cinderela e ela tivesse suas desavenças com a madrasta, não consegui "engolir" a forma como a madrasta "mudou" com o passar dos acontecimentos. Achei que essa parte ficou um pouco forçado, mesmo que a autora tente nos fazer acreditar que tem uma história por trás. 

Para mais arte é só entrar aqui
A ambientação foi construída com cuidado, sem desacelerar muito o ritmo, mas também presando pela imersão do leitor. O ritmo ajudou bastante a criar todo o clima de mistério, mesmo o livro não tendo tantas páginas. Mesmo que a história fluísse rápida, não achei a narração corrida e não senti falta de explicações (claro, só daquelas que a autora deve ter propositalmente deixado de fora). 

Algumas pontas ficam em aberto, mas é totalmente explicado pelo estilo da narrativa. Nem tudo é tão claro, mas algumas coisas já sabemos pelo primeiro livro ou descobriremos no terceiro e último. Eu particularmente gosto bastante quando nem tudo é explicado e o leitor fica se coçando de curiosidade, deixado com sua própria imaginação para juntar as peças e descobrir o desfecho de tudo. 

A leitura foi melhor do que eu estava esperando e, depois de ler já os três livros, posso dizer que esse segundo volume é o meu favorito. Fui muito surpreendida com o final e adorei! 

É um livro indicado para quem gosta de releituras mais maduras de contos de fadas, mas também querem fugir da mesmice. 

Sobre a edição: Pelo que me recordo, não encontrei erros na revisão. A diagramação está muito caprichada e, por mais que a edição - a minha veio no box com os 3 livros - tenha uma qualidade mais simples (como livro de bolso), não deixou nada a desejar. 

Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar aí embaixo se também gostam de contos de fadas, se leem releituras ou se já conheciam a saga

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Beijinhos e até logo. 

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As Faces da Sombra



Oi, gentê! Como vocês estão? 

Hoje vou falar um pouquinho do volume dois da Trilogia Arcantatys, uma série nacional de alta fantasia. Lembrando que a resenha pode conter spoiler do primeiro livro, e se vocês quiserem saber o que achei dele, é só entrar bem aqui . Sem mais delongas, vamos à resenha! 

As Faces da Sombra - Tatiane Durães
Páginas: 422
Nota: 3,5

Tayara decidiu enfrentar os erros de sua vida passada e acabou sendo levada através de Arcantatys pelos acontecimentos e consequências de suas escolhas.
As sombras começam a espreitá-la. Uma terrível vilã, em busca de poder, entrará em seu caminho de forma inusitada e Tayara terá seus limites testados ao descobrir segredos do seu passado.
Traições e batalhas pairam em sua trajetória. Diante de uma sombria realidade que pode confundi-la, ela terá que fazer difíceis escolhas para proteger a quem ama.
Em As Faces da Sombra, Tayara terá que confrontar o seu maior medo. A batalha final está se aproximando e ninguém sabe de qual lado ela estará.


No final do primeiro livro, Tayara, para salvar sua vida, decide abandonar sua metade bruxa e se transformar em um lobo. Mas ela não contava que os deuses tinham outros planos para sua vida. Nossa protagonista então se vê escolhida como guardiã, aquela responsável por seguir os comandos dos deuses e levar paz para Arcantatys. A trama então passa a ser guiada pelo desejo dos deuses, enquanto Tayara luta consigo mesma para não ceder à escuridão. 

Como no primeiro volume, o livro é narrado em primeira pessoa por diversos personagens, mas com ênfase nos capítulos da Tayara, onde gira a maior parte dos principais acontecimentos. A escolha de múltiplos narradores deu margem à autora para separar o grupo personagens e mostrar ao leitor cenas adicionais àquelas vividas pela protagonista. Os capítulos narrados pelos outros personagens, ao meu ver, serviram para sustentar e complementar os de Tayara, deixando a história mais dinâmica.

Entre em @nane.artwork para mais arte
A autora soube desenvolver bem os personagens principais, Tayara, Edwin e Regan especialmente. Outros não senti serem tão complexos, mas serviram para seu papel na história e deixaram margem para serem melhor trabalhados no terceiro e último livro (principalmente por terem aparecido menos nesse volume, mas deixando claro que vão ter um papel importante na conclusão da série). 

Não encontrei nenhum furo na linearidade da história. Achei que a algumas situações poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas nada que deixe o leitor muito desconfortável. A leitura foi fluida, mesmo com algumas falhas no ritmo (que eu senti ser rápido demais quando precisava desacelerar - mas claro, cada um com o seu estilo). No início, não fiquei tão imersa na leitura, mas quanto mais os fatos se desenrolavam, mais eu queria acabar logo e descobri o final. 

Foi uma ótima leitura. Achei que a Tatiane evoluiu muito desde o primeiro livro e fiquei muito feliz com isso. O final ficou com aquele gostinho de "cadê esse livro 3, pelamor?" e infelizmente ele vai demorar um pouco para ser lançado (eu estou chorando aqui desse lado), mas é por um bom motivo! A autora está trabalhando com um coaching literário para trazer uma nova versão melhorada do primeiro volume, o que indica que o livro 3, quando sair, estará incrível. E eu ficarei aqui ansiosa para lê-lo. 

É uma leitura super recomendada, principalmente para quem gosta de Alta Fantasia e busca uma escrita leve e reviravoltas.

Sobre a edição: O que mais me incomodou foi a revisão que pareceu que, na verdade, não fizeram. Foi o mesmo problema encontrado no primeiro volume que saiu pela mesma editora. A diagramação ficou bonita, mesmo que em algumas partes (onde apareciam ilustrações) o diagramador não tenha conseguido arrumar direito o texto, o que deixou alguns pedaços soltos. Nada que atrapalhasse muito a leitura. 
Espero que tenham gostado da resenha! Se gostaram, que tal comentar aí embaixo o que acharam do livro e compartilhar a postagem com os amigos? Se é novo por aqui, não deixe de seguir o blog, demora dois segundinhos e me ajuda muito \o/. 


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Eleanor & Park



Olá, pessoal! Como estão? 

Hoje venho trazer para vocês a resenha de um romance infantojuvenil de uma autora que mora nos corações de muitos leitores. É o primeiro livro que leio da Rainbow Rowell e este foi muito indicado pela minha prima, então eu estava ansiosa para a leitura. Espero que gostem da resenha .



Eleanor & Park - Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 328
Nota: 3,5

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Eleanor é a garota nova do colégio, ou seja, o alvo de piadinhas e bullying. Park é seu colega de acento no ônibus, só porque aquele era o único lugar vago. A princípio, eles se ignoram, já que Eleanor é a garota nova que se veste estranho e Park, o "mestiço" que não é nada simpático. Dias vão, dias vêm e as revistas em quadrinhos de Park conseguem aproximar os dois. Aparentemente, a paixão por HQs e música foi fadada a juntar Eleanor e Park até que eles não pudessem mais viver um sem o outro.

O livro é narrado em terceira pessoa, sob o ponto de vista dos protagonistas, ou seja, só sabemos o que eles sabem, ou o que querem que saibamos. Algumas partes são sob a visão de Park, outras de Eleanor, o que para mim, deixou o texto mais dinâmico já que, mesmo não sendo narrado em primeira pessoa, temos as personalidades dos personagens influenciando a narração a todo momento. 

Quando terminei o livro, pensei não ter gostado do romance dos dois, talvez até achado um pouco exagerado. Mas depois de pensar o porquê daquela minha opinião, entendi: eu estou em outra fase da minha vida. Eleanor e Park são adolescentes, estão na época das paixões e de se entregar de corpo e alma por algo que julgam que irá durar a vida inteira. Por isso o romance é tão intenso dentro de suas cabeças, um não consegue viver sem o outro e nem acredita que iria saber lidar com a ausência de seu amor. 

Rainbow conseguiu construir bem os personagens, eles conseguem nos enganar bem, até achamos que são gente normal, que poderíamos encontrar na rua (caso vivêssemos nos EUA, claro). Eles são diferentes do que costumamos ver nos livros infantojuvenis (e até nos YA e adultos). Por mais que suas visões sejam romantizadas pela pouca idade, sentimos que seus sentimentos não são só aquilo que encontramos em romances desde que eles surgiram. Não é apenas amor e desejo sexual. Não é só: eu te amo, porque eu te amo. Eles se entendem, eles gostam de coisas estranhas no outro, eles às vezes nem sabem por que gostam tanto do outro. Não é só aquilo de "eu morreria por você só porque é bonita/o, ou porque nos damos bem".

Arte em @nane_artwork
A autora não focou muito nas descrições, mas não achei necessário também. Achei que o que ficamos sabendo é o suficiente para ambientar a história, já que ela foca muito mais na relação dos dois e em toda confusão que se passa na cabeça deles e em suas vidas. Isso somado à linguagem super fluída e leve da Rainbow contribuiu para que a leitura voasse. 

Uma coisa porém me incomodou e por isso não dei uma nota maior para o livro. Achei que a autora focou muito nas inseguranças dos dois, estendendo mais do que era necessário o meio da história. Sei que ajudou a construir os personagens e a nos dar uma ideia melhor da situação de suas famílias e seus relacionamentos, mas achei que ficou um pouco repetitivo em algumas partes (insegurança > gosto, não gosto > insegurança > chateação > insegurança > tamos nos pegando agora....). Talvez por isso o final da história não tenha agradado tantos leitores. Como a autora leva bastante tempo no início e no meio, o fim ficou com aquela sensação de pressa. 

Devo confessar que gostei do final, achei que o ritmo acelerado correspondia ao momento da trama, que era necessário algo que causasse ansiedade no leitor (porque era isso que os personagens sentiam). Porém, queria que algumas coisas fossem explicadas melhor, como a situação da família da Eleanor. Sabemos o que acontece no final, mas não o real desfecho de todos os problemas. 

Toda a situação da família de Eleanor, que serve de pano de fundo para a história, foi uma forma mais "delicada" (não sei se tem como ser delicado ao tratar dessa temática) de falar sobre assuntos sérios que podem acontecer em qualquer lar e que normalmente são ignorados ou acobertados.

Apesar dos pontos que citei, a leitura foi muito boa. Gostei da forma que a autora levou veracidade para seus personagens, como eles são reais e podemos nos identificar. Achei legal também que as famílias não são totalmente opostas (uma perfeita e outra "destruída), o que mostra que até as melhores famílias tem dias não tão bons. 

Livro indicado para todos aqueles que gostam de ler sobre o amor adolescente, que querem algo rápido e leve, mas que também busca algo a mais no romance. 

Mal posso esperar para ler mais alguma coisa da Rainbow.

Sobre a edição: Vou começar falando que achei que os textos da capa estragaram ela * risos *. Gosto muito de capas mais "minimalistas", mas achei que todos esses textos deixaram a capa bem meh. 

A diagramação é bem simples, sem muitos detalhes, mas que deixa a leitura confortável e sem muitas distrações. 

Encontrei alguns errinhos na revisão, não atrapalhou a leitura, mas sempre me incomoda.

Espero que tenham gostado da resenha! Já conheciam o livro? Já leram algo da autora? Cometem aí embaixo, vou adorar saber! 

O blog está quase com 300 seguidores \o/ Só posso agradecer a vocês. Se gostaram daqui e ainda não seguem, por que não tirar dois segundinhos e apertar o botão para seguir bem ali no lado? Me ajudaria muitão! 

Beijinhos e nos vemos em breve 



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