Poder (Saga Encantadas #3) [+18]


Oie!

Hoje venho falar o que achei do último livro da Saga Encantadas. A resenha dos dois primeiros volumes vocês podem conferir aqui e aqui.


Poder - Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 224
Nota: 3,5/5

Acordar uma princesa pode ser letal.
Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos!
Quando um príncipe mimado é enviado pelo seu pai para tentar desvendar os mistérios de um reino perdido, ninguém imagina os perigos que ele encontrará pela frente! Acompanhado da figura sóbria e sagaz do Caçador e de Petra, uma jovem valente que possui uma ligação muito forte com a floresta, o príncipe acaba encontrando um reino adormecido por uma estranha magia. Todos os seres vivos foram cercados pela densa mata e estão dormindo, em um sono pesado demais, que só poderia vir da magia. Mas que tipo de bruxaria assolaria uma cidade inteira e seus habitantes? E, principalmente, quem faria mal a uma jovem rainha tão boa e tão bela? A não ser, claro, que os olhos não percebam o que um coração cruel pode esconder...
Poder é o terceiro volume da trilogia Encantadas, e traz como história principal o conto da Bela Adormecida. Porém, esqueça os clichês tradicionais e se entregue a uma nova visão dos contos de fadas, em que heróis e anti-heróis precisam se unir para não perecerem à beleza superficial de princesas e rainhas egocêntricas e aos príncipes em busca de aventuras.


O livro três da Saga Encantadas na verdade é um prelúdio do livro um, onde conhecemos a história do príncipe e do caçador. O rei decide mandar o filho para uma aventura, a fim de deixá-lo mais sábio e centrado nas questões reais. Para protegê-lo, contrata o melhor caçador que encontrou e manda os dois para um antigo reino que guarda um mistério. 

No caminho, junta-se a eles Petra, a chapeuzinho vermelha, e os três continuam sua busca pelo reino encantado que ninguém sabe ao certo como desapareceu, só sabem que agora está circundado por uma vasta floresta que nunca se abre. 

Com muito esforço, eles vencem a vegetação e entram no lugar, mas de imediato percebem que há algo de estranho. Tudo é muito silencioso e basta uma breve olhada pelas casas para notar que todos os moradores do reino estão dormindo. 

Aqui vocês já devem ter percebido que neste livro iremos conhecer a história da Bela Adormecida, mas não só dela, também do Rumpelstiltskin, da Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho e é citada a Rapunzel.  

O trio finalmente chega ao castelo e encontra a princesa - rainha, na verdade - em um sono profundo, com o dedo furado e o chão ensanguentado. Eles a acordam e descobrem que ela e o reino havia sido amaldiçoados por Rumpelstiltskin, o conselheiro do falecido rei. 

Nenhum dos três consegue entender o porquê de alguém amaldiçoar Bela, uma pessoa tão boa e sorridente, mas é só avançar nos capítulos que entendemos bem o que está acontecendo naquele lugar. 

Por mais que o livro se passe antes do primeiro, não me incomodei com a ordem que a autora resolveu publicar, achei até que ficou melhor desse jeito do que com o 3º livro antes do 1º. 

Assim como os outros volumes, esse é narrado em terceira pessoa, mas agora temos mais pontos de vista durante a maior parte da história. Isso ajudou com que o livro não ficasse arrastado e pudéssemos descobrir de visões diferentes o que estava acontecendo no reino. 

Vou confessar que dos três, esse foi o que menos gostei, já que quase não me identifiquei com os personagens. Também achei o mais pesado dos três, nesse a loucura foi para outro nível *risos*. Mas, apesar de tudo, a leitura foi boa e rápida. 

Não encontrei falhas na trama, ou nada que pudesse atrapalhar o desenrolar e o entendimento. Achei porém que a figura do Rumpelstiltskin poderia ter sido melhor trabalhada, fiquei com a sensação que a autora apenas o colocou para ter mais um personagem dos contos de fadas (mesmo que traga referências de sua história original). A mesma coisa senti com Rapunzel. 

Este último volume entendi mais como um spin-off, para dar uma passada e explicar a história do príncipe (esse cara têm uns fetiches muito estranhos kkkk) e do caçador. Algumas coisas do livro anterior são explicadas, mas não achei que era tão necessário. 

Contudo, a leitura foi muito boa, gostei bastante da saga inteira e super indico para quem, assim como eu, gosta de contos de fadas.  

Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar o que achou ♥

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Beijinhos e até mais!

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Feitiço (Saga Encantadas #2) [+18]


Oie! Como estão todos vocês? Espero que bem 

Três anos depois da leitura do primeiro volume, resolvi continuar a Saga Encantadas. Na época eu estava bem na vibes Once Upon a Time e gostei muito da leitura, mas fiquei um pouco receosa quando decidi voltar a ler, acreditando que, por estar em uma nova fase, não iria gostar tanto dos seguintes. 

Mas aqui está a resenha do livro dois! Espero que gostem da leitura. Ah! Se quiserem ler o que achei do primeiro livro, é só entrar aqui




Feitiço - Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 247
Nota: 4/5

Cuidado com o que você deseja!
Para fãs de Once Upon a Time e Grimm, a série Encantadas prova que contos de fadas são para adultos!
Você se lembra da história da Cinderela, com sua linda fada madrinha, suas irmãs feias e um príncipe encantado? Então esqueça essa história, pois nesta releitura de Sarah Pinborough ninguém é o que parece. Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Contudo, não será fácil: ela não é a aposta de sua família para esse casamento real, e sua fada madrinha precisa de um favorzinho em troca de transformar essa pobre coitada em uma diva real. Enquanto isso, parece que Lilith não está muito contente com os últimos acontecimentos e, ao mesmo tempo em que seu reino parece sucumbir ao frio, ela resolve usar sua magia para satisfazer suas vontades.
Feitiço é o segundo volume da trilogia iniciada com Veneno, um best-seller inglês clássico e moderno ao mesmo tempo em que recria as personagens mais famosas dos irmãos Grimm com personalidade forte, uma queda por aventuras e, eventualmente, uma sina por encrencas. Princesas, rainhas, reis, caçadores e criaturas da floresta: não acredite na inocência de nenhum deles!

O segundo volume da Saga Encantadas nos traz a história de Cinderela, uma jovem que mora no reino com seu pai, sua madrasta e as filhas desta. O maior sonho de nossa protagonista é ver realizada sua paixão platônica por nada mais, nada menos do que o príncipe. Quando ela descobre que o rei irá fazer uma festa para finalmente encontrar a esposa perfeita para o filho, Cinder decide que aquela era sua chance de encantar o herdeiro. Porém, sua família prefere mandar Rose, a filha de sua madrasta, para o baile e não Cinderela. 

Quando sua única chance estava se dissipando ao vento, uma figura peculiar surge para ajudá-la, mas claro, tudo tem seu preço. 

Não sei por que demorei tanto para continuar a ler essa saga. Os livros são bem curtinhos, daqueles que você lê em uma sentada. Li o primeiro volume em 2015, quando estava assistindo Once Upon a Time (e gostando...). Como vocês já devem estar cansados de saber, sou apaixonada por Contos de Fadas e adoro ler uma boa releitura. 

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O livro é narrado em terceira pessoa, principalmente pelo ponto de vista da Cinderela, ou seja, não sabemos muito o que está acontecendo com os outros personagens, quem são ou suas verdadeiras intenções até que elas sejam descobertas pela protagonista. 

A escrita da Sarah é leve e consegue te prender pela forma em que a trama foi construída. Por mais que tenha toda aquela atmosfera de contos de fadas, o livro não tem uma linguagem infantil, nem você se sente lendo um livro infantil, pelo contrário, os personagens são adultos bem reais e que conversam com um público mais velho, além da história trazer também o tema sexualidade (mesmo que não tão enfatizado como outras releituras). 

Quando comecei a leitura, pensei que não iria gostar do livro, porque estava detestando a Cinderela. Basicamente, ela estava sendo a personificação da mesquinharia e egocentrismo Mas a evolução dela foi surpreendente e bem trabalhada e por mais que isso não tenha sido o que mais gostei no livro, ajudou muito a enriquecer a história. Os demais personagens têm um nível de complexidade também, mas, como é mais comum, a autora trabalhou mais os principais, como Cinder e Rose.

Uma coisa não me convenceu porém: por mais que o ponto de vista fosse em maioria da Cinderela e ela tivesse suas desavenças com a madrasta, não consegui "engolir" a forma como a madrasta "mudou" com o passar dos acontecimentos. Achei que essa parte ficou um pouco forçado, mesmo que a autora tente nos fazer acreditar que tem uma história por trás. 

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A ambientação foi construída com cuidado, sem desacelerar muito o ritmo, mas também presando pela imersão do leitor. O ritmo ajudou bastante a criar todo o clima de mistério, mesmo o livro não tendo tantas páginas. Mesmo que a história fluísse rápida, não achei a narração corrida e não senti falta de explicações (claro, só daquelas que a autora deve ter propositalmente deixado de fora). 

Algumas pontas ficam em aberto, mas é totalmente explicado pelo estilo da narrativa. Nem tudo é tão claro, mas algumas coisas já sabemos pelo primeiro livro ou descobriremos no terceiro e último. Eu particularmente gosto bastante quando nem tudo é explicado e o leitor fica se coçando de curiosidade, deixado com sua própria imaginação para juntar as peças e descobrir o desfecho de tudo. 

A leitura foi melhor do que eu estava esperando e, depois de ler já os três livros, posso dizer que esse segundo volume é o meu favorito. Fui muito surpreendida com o final e adorei! 

É um livro indicado para quem gosta de releituras mais maduras de contos de fadas, mas também querem fugir da mesmice. 

Sobre a edição: Pelo que me recordo, não encontrei erros na revisão. A diagramação está muito caprichada e, por mais que a edição - a minha veio no box com os 3 livros - tenha uma qualidade mais simples (como livro de bolso), não deixou nada a desejar. 

Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar aí embaixo se também gostam de contos de fadas, se leem releituras ou se já conheciam a saga

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Beijinhos e até logo. 

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As Faces da Sombra



Oi, gentê! Como vocês estão? 

Hoje vou falar um pouquinho do volume dois da Trilogia Arcantatys, uma série nacional de alta fantasia. Lembrando que a resenha pode conter spoiler do primeiro livro, e se vocês quiserem saber o que achei dele, é só entrar bem aqui . Sem mais delongas, vamos à resenha! 

As Faces da Sombra - Tatiane Durães
Páginas: 422
Nota: 3,5

Tayara decidiu enfrentar os erros de sua vida passada e acabou sendo levada através de Arcantatys pelos acontecimentos e consequências de suas escolhas.
As sombras começam a espreitá-la. Uma terrível vilã, em busca de poder, entrará em seu caminho de forma inusitada e Tayara terá seus limites testados ao descobrir segredos do seu passado.
Traições e batalhas pairam em sua trajetória. Diante de uma sombria realidade que pode confundi-la, ela terá que fazer difíceis escolhas para proteger a quem ama.
Em As Faces da Sombra, Tayara terá que confrontar o seu maior medo. A batalha final está se aproximando e ninguém sabe de qual lado ela estará.


No final do primeiro livro, Tayara, para salvar sua vida, decide abandonar sua metade bruxa e se transformar em um lobo. Mas ela não contava que os deuses tinham outros planos para sua vida. Nossa protagonista então se vê escolhida como guardiã, aquela responsável por seguir os comandos dos deuses e levar paz para Arcantatys. A trama então passa a ser guiada pelo desejo dos deuses, enquanto Tayara luta consigo mesma para não ceder à escuridão. 

Como no primeiro volume, o livro é narrado em primeira pessoa por diversos personagens, mas com ênfase nos capítulos da Tayara, onde gira a maior parte dos principais acontecimentos. A escolha de múltiplos narradores deu margem à autora para separar o grupo personagens e mostrar ao leitor cenas adicionais àquelas vividas pela protagonista. Os capítulos narrados pelos outros personagens, ao meu ver, serviram para sustentar e complementar os de Tayara, deixando a história mais dinâmica.

Entre em @nane.artwork para mais arte
A autora soube desenvolver bem os personagens principais, Tayara, Edwin e Regan especialmente. Outros não senti serem tão complexos, mas serviram para seu papel na história e deixaram margem para serem melhor trabalhados no terceiro e último livro (principalmente por terem aparecido menos nesse volume, mas deixando claro que vão ter um papel importante na conclusão da série). 

Não encontrei nenhum furo na linearidade da história. Achei que a algumas situações poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas nada que deixe o leitor muito desconfortável. A leitura foi fluida, mesmo com algumas falhas no ritmo (que eu senti ser rápido demais quando precisava desacelerar - mas claro, cada um com o seu estilo). No início, não fiquei tão imersa na leitura, mas quanto mais os fatos se desenrolavam, mais eu queria acabar logo e descobri o final. 

Foi uma ótima leitura. Achei que a Tatiane evoluiu muito desde o primeiro livro e fiquei muito feliz com isso. O final ficou com aquele gostinho de "cadê esse livro 3, pelamor?" e infelizmente ele vai demorar um pouco para ser lançado (eu estou chorando aqui desse lado), mas é por um bom motivo! A autora está trabalhando com um coaching literário para trazer uma nova versão melhorada do primeiro volume, o que indica que o livro 3, quando sair, estará incrível. E eu ficarei aqui ansiosa para lê-lo. 

É uma leitura super recomendada, principalmente para quem gosta de Alta Fantasia e busca uma escrita leve e reviravoltas.

Sobre a edição: O que mais me incomodou foi a revisão que pareceu que, na verdade, não fizeram. Foi o mesmo problema encontrado no primeiro volume que saiu pela mesma editora. A diagramação ficou bonita, mesmo que em algumas partes (onde apareciam ilustrações) o diagramador não tenha conseguido arrumar direito o texto, o que deixou alguns pedaços soltos. Nada que atrapalhasse muito a leitura. 
Espero que tenham gostado da resenha! Se gostaram, que tal comentar aí embaixo o que acharam do livro e compartilhar a postagem com os amigos? Se é novo por aqui, não deixe de seguir o blog, demora dois segundinhos e me ajuda muito \o/. 


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Eleanor & Park



Olá, pessoal! Como estão? 

Hoje venho trazer para vocês a resenha de um romance infantojuvenil de uma autora que mora nos corações de muitos leitores. É o primeiro livro que leio da Rainbow Rowell e este foi muito indicado pela minha prima, então eu estava ansiosa para a leitura. Espero que gostem da resenha .



Eleanor & Park - Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Páginas: 328
Nota: 3,5

Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Eleanor é a garota nova do colégio, ou seja, o alvo de piadinhas e bullying. Park é seu colega de acento no ônibus, só porque aquele era o único lugar vago. A princípio, eles se ignoram, já que Eleanor é a garota nova que se veste estranho e Park, o "mestiço" que não é nada simpático. Dias vão, dias vêm e as revistas em quadrinhos de Park conseguem aproximar os dois. Aparentemente, a paixão por HQs e música foi fadada a juntar Eleanor e Park até que eles não pudessem mais viver um sem o outro.

O livro é narrado em terceira pessoa, sob o ponto de vista dos protagonistas, ou seja, só sabemos o que eles sabem, ou o que querem que saibamos. Algumas partes são sob a visão de Park, outras de Eleanor, o que para mim, deixou o texto mais dinâmico já que, mesmo não sendo narrado em primeira pessoa, temos as personalidades dos personagens influenciando a narração a todo momento. 

Quando terminei o livro, pensei não ter gostado do romance dos dois, talvez até achado um pouco exagerado. Mas depois de pensar o porquê daquela minha opinião, entendi: eu estou em outra fase da minha vida. Eleanor e Park são adolescentes, estão na época das paixões e de se entregar de corpo e alma por algo que julgam que irá durar a vida inteira. Por isso o romance é tão intenso dentro de suas cabeças, um não consegue viver sem o outro e nem acredita que iria saber lidar com a ausência de seu amor. 

Rainbow conseguiu construir bem os personagens, eles conseguem nos enganar bem, até achamos que são gente normal, que poderíamos encontrar na rua (caso vivêssemos nos EUA, claro). Eles são diferentes do que costumamos ver nos livros infantojuvenis (e até nos YA e adultos). Por mais que suas visões sejam romantizadas pela pouca idade, sentimos que seus sentimentos não são só aquilo que encontramos em romances desde que eles surgiram. Não é apenas amor e desejo sexual. Não é só: eu te amo, porque eu te amo. Eles se entendem, eles gostam de coisas estranhas no outro, eles às vezes nem sabem por que gostam tanto do outro. Não é só aquilo de "eu morreria por você só porque é bonita/o, ou porque nos damos bem".

Arte em @nane_artwork
A autora não focou muito nas descrições, mas não achei necessário também. Achei que o que ficamos sabendo é o suficiente para ambientar a história, já que ela foca muito mais na relação dos dois e em toda confusão que se passa na cabeça deles e em suas vidas. Isso somado à linguagem super fluída e leve da Rainbow contribuiu para que a leitura voasse. 

Uma coisa porém me incomodou e por isso não dei uma nota maior para o livro. Achei que a autora focou muito nas inseguranças dos dois, estendendo mais do que era necessário o meio da história. Sei que ajudou a construir os personagens e a nos dar uma ideia melhor da situação de suas famílias e seus relacionamentos, mas achei que ficou um pouco repetitivo em algumas partes (insegurança > gosto, não gosto > insegurança > chateação > insegurança > tamos nos pegando agora....). Talvez por isso o final da história não tenha agradado tantos leitores. Como a autora leva bastante tempo no início e no meio, o fim ficou com aquela sensação de pressa. 

Devo confessar que gostei do final, achei que o ritmo acelerado correspondia ao momento da trama, que era necessário algo que causasse ansiedade no leitor (porque era isso que os personagens sentiam). Porém, queria que algumas coisas fossem explicadas melhor, como a situação da família da Eleanor. Sabemos o que acontece no final, mas não o real desfecho de todos os problemas. 

Toda a situação da família de Eleanor, que serve de pano de fundo para a história, foi uma forma mais "delicada" (não sei se tem como ser delicado ao tratar dessa temática) de falar sobre assuntos sérios que podem acontecer em qualquer lar e que normalmente são ignorados ou acobertados.

Apesar dos pontos que citei, a leitura foi muito boa. Gostei da forma que a autora levou veracidade para seus personagens, como eles são reais e podemos nos identificar. Achei legal também que as famílias não são totalmente opostas (uma perfeita e outra "destruída), o que mostra que até as melhores famílias tem dias não tão bons. 

Livro indicado para todos aqueles que gostam de ler sobre o amor adolescente, que querem algo rápido e leve, mas que também busca algo a mais no romance. 

Mal posso esperar para ler mais alguma coisa da Rainbow.

Sobre a edição: Vou começar falando que achei que os textos da capa estragaram ela * risos *. Gosto muito de capas mais "minimalistas", mas achei que todos esses textos deixaram a capa bem meh. 

A diagramação é bem simples, sem muitos detalhes, mas que deixa a leitura confortável e sem muitas distrações. 

Encontrei alguns errinhos na revisão, não atrapalhou a leitura, mas sempre me incomoda.

Espero que tenham gostado da resenha! Já conheciam o livro? Já leram algo da autora? Cometem aí embaixo, vou adorar saber! 

O blog está quase com 300 seguidores \o/ Só posso agradecer a vocês. Se gostaram daqui e ainda não seguem, por que não tirar dois segundinhos e apertar o botão para seguir bem ali no lado? Me ajudaria muitão! 

Beijinhos e nos vemos em breve 



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Primeiras Impressões - O Inventor de Estações


Oie! Como vocês estão? 

Tem algum tempo que eu não posto minhas primeiras impressões de alguma história no wattpad, né? Resolvi trazer hoje um pouco do que estou achando de um livro que andei lendo esses dias. Espero que gostem!


O Inventor de Estações - Italo Anatércio
Gênero: Fantasia
Status: Em andamento
Partes Lidas: 32
Wattpad

Há algo errado com o mundo de Haga, por todos os quatro Vales crianças estão desaparecendo sem deixar qualquer vestígio e tudo que se sabe é que os Bobo-cuias, criaturas mascaradas e de origem misteriosa estão trás dos raptos. Tonto, um menino do Vale do Verão, decide então partir em busca do Inventor, que tem nas mãos o dom de mudar qualquer coisa e até mesmo criá-las. Seu caminho se encontra com o de mais quatro crianças de outros Vales diferentes: Halva, Flora, Olati e Corteo e eles precisam se unir para conseguir resolver o problema e trazer de volta a harmonia das estações. Mas o que eles não imaginam, é que há muitos outros segredos para serem desvendados, pois aquele mundo não é apenas um compilado de coisas confusas e desordenadas, e sim uma pequena peça desajustada nas mãos de um ser excêntrico. Qual será o destino das crianças raptadas? O que há além dos vales? Aos poucos os segredos serão revelados e destinos serão traçados a partir de escolhas e atitudes de cada um. Os vales são regidos por uma ordem de anciões e são eles os manipuladores de todos os conhecimentos, mas isso logo chegará ao fim. Uma mistura de magia, aventura, política, interesses. Uma jornada fantástica te espera! Juntos alcançamos o Universo.

As crianças estão sumindo em Haga e ninguém sabe ao certo o motivo. As criaturas mascaradas, nomeadas de Bobo-cuias, aparecem cantando suas músicas estranhas e levam as vítimas para longe de suas famílias, para um lugar onde ninguém nem ao menos faz ideia. 

Cinco garotos fogem de seus vales e, por obra do destino, se encontram e passam a seguir viagem juntos. Sua missão é ir atrás do Inventor, o ser responsável por tudo em Haga e que pode não só responder às perguntas sobre a origem dos Bobo-cuias e para onde estão levando as crianças, mas também resolver os problemas de cada vale. 


Tonto, Halva, Corteo e Flora não têm apenas a missão em comum, mas cada um carrega um Sinibio, um símbolo no peito que remete à origem dos vales e que assusta os "governantes" do lugar, os chamados Anciões, 

Li até bastante, se comparar com as Primeiras Impressões anteriores. Faltam uns 20 capítulos para chegar ao fim dos postados, mas já tenho muito o que comentar. A escrita do Italo é bem delicada, como em um livro infantil, é leve e fácil, mas não ao ponto de deixar um adulto entediado e fazê-lo desistir da leitura. 

Gostei bastante dos protagonistas, são todos crianças, mas que sabem bem o que querem: proteger suas famílias e seus vales. Elas são diferentes, ao mesmo tempo que possuem muito em comum. Isso tornou o grupo muito interessante. Quando estão separados, conseguimos analisar melhor suas personalidades e entender o papel de cada um. 

A história não nos mostra muito aonde quer chegar, só sabemos que estamos buscando pelo Inventor e que os Anciões precisam morrer não são de confiança. As surpresas pegam o leitor junto com os personagens e a gente se vê sem saber o que fazer, sem ter certeza qual o próximo passo o autor vai tomar. 

Até onde parei, algumas perguntas já foram respondidas, mas nada que diminua o suspense e os questionamentos. Não sabemos nada sobre o Inventor, nem se ele existe ou não, se é bom ou só um sádico que gosta de colocar fogo nas formiguinhas. Eu ainda não entendi muito bem a figura dele, me lembrou um pouco o personagem Mago OZ, aquela figura misteriosa e "superiora". Temos pequenos vislumbres de sua personalidade por certos comentários de alguns secundários, mas nada que nos permita juntar as peças. 

Só uma coisa que está não gostei de tudo o que li: parece que comecei a ler esse livro para passar raiva. 

Eu sou uma pessoa que se estressa com muita facilidade quando o assunto é abuso de poder e injustiças. E isso tem muito nesse livro. Eu queria poder colocar certos personagens na fogueira, mas aparentemente o autor precisa nos deixar sofrendo tendo que conviver com essas aberrações. 

Enfim, a leitura está ótima e espero acabá-la logo. O livro é mais do que recomendando para quem gosta de fantasia e novos mundos. Por mais que fique com aquela sensação de livro infanto-juvenil, é uma leitura que pode agradar a todas as pessoas. 

Não deixem de conferir! 
Espero que tenham gostado da postagem. Comentem aí embaixo o que acharam do livro e se se animaram para conhecê-lo! 

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Beijinhos e nos vemos em breve!

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Ninho de Fogo #3 - Isso Não é Neve


Cheguei ao final da trilogia Ninho de Fogo e completei minha meta de lê-la em menos de um ano (porque eu sou daquelas que começa a ler outras coisas e deixa continuações em segundo plano, quando retorno, não lembro mais de nada hohoho). Então aqui está para vocês a última das resenhas. Lembrando que essa resenha vai conter spoiler dos dois primeiros livros.

Confiram as resenhas anteriores aqui e aqui



Isso não é neve - Ninho de Fogo - Camila Deus Dará
Editora: Pendragon
Páginas: 266
Nota: 3


De volta à Terra, Melane nunca pensou que pudesse sentir tanta falta de Ninho de Fogo.
Ela acreditava que seu mundo estava seguro, mesmo estando afastada, mas descobre que mais uma guerra se inicia e ela é a única responsável.
Perdida e sem saber o que fazer para evitar que mais criaturas morram, ela contará com a ajuda de todas as pessoas e ama e precisará ser forte e lutar pelo lugar onde nasceu. Proteger Ninho de Fogo sempre foi o mais importante, custe o que custar.
Esta parte da história está recheada de ação, sentimentos, romance e muito sangue.
Prepare-se, a jornada termina aqui.

No final do segundo livro, Melane volta à Terra para viver com a avó, mas seu retorno como garota normal é interrompido quando ela descobre que uma guerra está prestes a acontecer em sua terra natal. Ela é obrigada a voltar para Ninho de Fogo, onde descobre que é a "culpada" por toda aquela confusão. Elfos e centauros, antigos aliados dos dragões, se colocam contra o reino por temerem a nova mestiça que, segundo eles, pode se tornar tão complexada quanto Pedrus.

O livro é narrado em primeira pessoa, como todos da série, principalmente pela princesa, mas com capítulos nas vozes de David e Jack também. Isso ajuda a termos uma visão melhor das ações de cada personagem (por mais que tenha um do David que eu tenha estranhado um pouco por motivos que não posso dizer). 

Assim como nos livros anteriores, a autora prefere focar no relacionamento da protagonista com Jack, e desta vez as coisas parecem que irão dar certo. Até não darem. Descobrimos também o segredo que o rapaz guardou por tanto tempo, o motivo dele tê-lo guardado e que, de alguma forma, Melane está envolvida na história toda também. 

Eu já estava esperando que toda a motivação da história, no caso a possível guerra, fosse deixada para segundo plano como aconteceu nos livros anteriores. Porém nesse essa construção me deixou mais frustrada. (Spoiler a seguir) A autora resolveu toda a guerra tão rápido que eu fiquei me perguntando se aquele conflito era realmente necessário. Eu entendi que ela precisava de uma batalha para que o que aconteceu acontecesse, mas senti que precisava ter sido trabalhada melhor e não apenas concluída tipo: ah, acabou gente, queremos mais não, tchau (simplificando muito aqui). 


Outra coisa que me incomodou um pouco, e isso pode ser lido como algo totalmente pessoal, foi eu não ter sentido empatia pelos personagens secundários. Como a história é muito focada na Melane e ela, por sua vez, muito focada em seus sentimentos por Jack, os demais personagens ficam muito em plano de fundo. E por mais que a autora tenha tentado trabalhar melhor David nesse volume, eu não me senti tão apegada a ele, o que "estragou" um pouquinho o desenrolar dos fatos.  

Por isso as minhas expectativas para o livro não foram atendidas. Dos três, esse foi o que menos gostei. Achei legal a autora inserir novas criaturas, mesmo que elas não tenham aparecido tanto, e também o desfecho do mistério que ronda Jack desde o início da série. Porém esperava mais para o final da trilogia.

Claro que minhas considerações não tornaram o livro ruim, só não corresponderam ao que eu esperava. Como o segundo volume havia sido melhor do que o primeiro, pensei que iria acontecer o mesmo com este. De qualquer forma, a leitura foi divertida, a linguagem da Camila é bem leve e consegue te prender (quando você não está jogando o livro na parede com raiva da Melane :3). É uma leitura ótima para passar o tempo, principalmente se você gosta de fantasia. 



Espero que tenham gostado da resenha. 
Não deixem de seguir o blog para me ajudar a bater a meta de 300 ❤ !! Me digam o que acharam da história, se já conheciam, se tiveram interesse em ler. 

Beijinhos e nos vemos em breve!


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Resenha - Lua Azul e a Terra Paralela


Olá, pessoal! Ultimamente não estou acertando um dia de postagens, não é? Desculpa a dificuldade de manter a agenda, mas não estou conseguindo me dedicar tanto à leitura e demoro muito para acabar qualquer uma. Mas aqui está a resenha de um infanto-juvenil de uma autora aqui da minha cidade que eu queria ler há algum tempo. Espero que gostem! 


Lua Azul e a Terra Paralela - Leca Haine
Editora: Lua Azul
Páginas: 189
Nota: 3,5


A história de uma menina chamada Zelda, que leva uma vida normal até começar a receber alguns bilhetes misteriosos na caixa dos correios. O primeiro dos bilhetes diz – entre outras coisas - que “ um sinal surgirá no céu e, na praça dessa cidade, lhe será descortinado o véu”.
Uma vez na praça da cidade, Zelda olha para o céu e vê a lua azul, iluminando tudo ao redor. Ao reparar mais adiante, vê uma chave dourada a qual ela toca e atravessa um portal, indo parar numa outra dimensão: a Terra Paralela. Tem início aí uma aventura cheia de emoção e ação a cada capítulo!

Zelda é uma adolescente comum que mora com o pai e a irmã mais nova. Sua mãe, pelo que acreditava, morreu em seu último parto, deixando o pai sozinho com as duas crianças. Apenas isso a diferenciava das outras crianças normais, porque ela passou a vida inteira não sendo mais do que isso. Até receber uma carta suspeita com uma estranha ameaça escrita em versos.

Nossa protagonista então vê tudo o que acreditava sobre o passado de sua mãe ser colocado em cheque e passa a investigar a fundo o significado dos bilhetes e sua ligação com a progenitora. Os bilhetes eventualmente a fazem chegar em um novo universo, Constantyna, na Terra Paralela.

Lua Azul e a Terra Paralela é um livro infanto-juvenil, narrado em terceira pessoa, com o ponto de vista focado na Zelda. A linguagem é bem condizente ao público alvo, descomplicada e fluída. A autora não se prende muito nas descrições, mas mesmo assim o universo ficou bem construído.

O livro tem uma continuação e eu achei que a autora não soube dividir muito bem a história, já que não senti que a obra é completa em si só e precisa sim continuar a leitura para se ter um final. A parte fantástica da história também aparece lá pela metade da obra, o que eu achei que aconteceria antes, mas o suspense que a autora cria foi capaz de me manter presa às páginas.

Os personagens não são tão aprofundados, com a exceção da Zelda. Só achei que não foi muito condizente a mudança dela quando chegou no mundo invertido (o que a autora tratou como brincadeira não compreendida, mas pelas características das personagens eu não acredito que ela deixaria quieto depois de ter magoado alguém).

A leitura é rápida e o livro é cheio de mistério, misturado ao clima fantástico. Bastante indicado para crianças (até o início da adolescência, acredito), que com certeza irão se divertir com a leitura.

Sobre a edição: A diagramação é simples, mas atende ao seu propósito. No início de cada capítulo há uma imagem igual a da capa, o que eu achei que deu um charme ao livro. O que me incomodou foram alguns problemas com pontuações (principalmente travessões), mas tirando isso, não tiveram muitos outros na revisão.



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Beijinhos e até!


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