79- Fim


Não era para eu estar escrevendo isso. Nunca passou pela minha cabeça deixar alguma carta, um recado que fosse. Convenhamos, para quem eu escreveria? Nunca teve ninguém mesmo. Nenhum ombro amigo. Nenhuma palavra de conforto. Nenhuma mão forte para me levantar da queda. Mas não quero que fiquem todos se indagam sobre o que aconteceu ou sobre o que me levou a fazer o que fiz. Só fiz. Isso não basta? Provavelmente não. Então leia. 

Às vezes nos cansamos de tudo e de todos. As coisas ao nosso redor perde o significado e nenhuma palavra do dicionário parece dar conta das linhas que queremos escrever. As lágrimas secam depois de um tempo. Os sorrisos se tornam mais frequentes, porém, mais vazios. Dor não tem mais significado, é tão frequente que se torna natural. 

Mas um dia nossa mente manda tudo parar. O cansaço nos assola, entende? Você sabe que é hora de entregar as cartas, aceitar o xeque (mate), entregar suas apostas. Não é desistir. Não pense assim. É só lutar até não ter mais escapatória. Até perceber que o labirinto não tem saída. Que o água é mais profunda do que se imaginava... É só se cansar. 

O fim sempre chega. Cedo ou tarde. As coisas são assim. O fim é assim. A vida é assim. E quando você menos imagina. Lá está. O imenso fim na última página. Em seu último capítulo. 

E esse é o fim. Sem letras garrafais ou arabescos detalhados. Só fim. Sem perguntas ou respostas. Fim.

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