67- Na outra margem


Na outra margem do rio a forma se mantinha quieta. O vento constante embaraçava seus pelos negros, mas a criaturinha não se movia. Era frio. O tempo parara. Os olhos fundos enxergavam tudo sem perceber nada.

Nada.

Aquela face pueril era um nada.

Nada.

Apenas manchas de dor da batalha.

Envoltos do pescoço minúsculos, os braços injustos da morte se estreitavam. 

Mas não era nada...

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