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Nostalgia




Nostalgia estava na pilha de livros que comprei entre 2016 e 2017 e não li na época. Era um livro que me chamou atenção pela capa, já que eu adoro essa pegada steampunk e queria muito ler sobre também. O livro se passa em um universo clockpunk, mas não exatamente. Vem ler a resenha que eu falo mais sobre o que achei da leitura ❤ 



Nostalgia - Nana Lees
Páginas: 408
Nota: 2,5

O que você faria se acordasse em um trem em movimento, completamente sem memória e sem documentos?
Esse é o dilema vivido pela personagem principal de Nostalgia. “Seguindo suas pernas”, acaba conhecendo Frank, um rapaz que tentará protegê-la a todo custo das terríveis verdades da vida que ela aparentemente é incapaz de compreender. Com ele, a garota descobre o mundo em suas alegrias e tristezas, mas sua teimosia infantil pode causar mais problemas para eles dois do que os jamais imaginados.
Por meio desta história, a autora mostra, através de metáforas, o que a falta de alicerce na infância pode fazer. Venha se aventurar no primeiro livro desta série de ficção voltada para o clockpunk.


O que faria se acordasse em um trem, indo para não se sabe onde e sem um pingo de memória?

Esta é a história de nossa protagonista. Desmemoriada, ela chega à uma cidade, mas não sabe por que está ali. Porém, seus pés a levam para uma casa vazia, com a qual ela possivelmente tem uma relação. Em sua primeira noite, é surpreendida pelo vizinho, Franklin, que invade sua casa e a trata como se fossem velhos conhecidos. Mesmo que ambos não soubessem se eram ou não. 

Em Nostalgia, nem tudo é o que parece ser. Narrado em primeira pessoa por uma personagem sem nome, e em terceira (flashbacks no fim de cada capítulo), mostrando o que acreditamos ser o passado daquelas personagens. Com uma pegada steampunk, mesmo que não muito bem ambientada, o livro nos apresenta um universo onde androides existem e são treinados como soldados. 

Quando comprei o livro, há muitos anos, estava muito animada para lê-lo, principalmente por gostar de steampunk e a capa me atrair bastante. Havia visto algumas resenhas também e tinha certeza que iria gostar. Infelizmente, me decepcionei um pouco com a leitura. 

O livro é dividido em dois momentos: antes e depois da protagonista entrar na escola. O primeiro mostra a amizade dela com o vizinho, como ela constrói sua própria existência a partir da dele, já que só conhece ele por ali. O segundo, a entrada dela na escola, ela fazendo amizades e descobrindo que nem tudo é tão óbvio quando se trata do povo daquele lugar. 

Achei o desenrolar da trama um pouco amador. Senti que algumas cenas foram colocados de forma quase aleatória, só para justificar certos acontecimentos, sendo que poderiam terem sido feitas de forma diferente e com maior propósito. Além disso, tudo parece se desenvolver como a mente infantil da personagem. Ou 8 ou 80, seguindo por caminhos confusos e que parecem não resultar em nada, pelo menos nesse primeiro volume. 

Não consegui gostar muito da personagem. Ela é carregada a história inteira, sem tomar decisões ou ao menos saber o que está fazendo. Quando se pensa que vai melhorar, lá está ela sendo carregada pelo desejo de outra pessoa. Além disso, tudo parece chegar de mão beijada para a garota, como se todo mundo tivesse a paciência de explicar o que está acontecendo ali antes que ela fizesse algum esforço para descobrir por si mesma. Senti que faltou um pouco de conflito nesse sentido. 

Mesmo que o universo tenha pegadas de clockpunk, passou muito longe na ambientação ou criação do universo. A história se desenvolve mais como um romance jovem adulto escolar. 

Eu esperava mais da leitura e não foi a melhor que fiz no ano. Não sei se o final prende tanto o leitor para um segundo volume, mesmo que a ideia seja interessante, não achei que foi bem executada.


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Lobo de Rua


Olá! Como estão? Hoje estou aqui para falar um pouco sobre o que achei de um livro nacional publicado pela Dame Blanche. Gosto muito dos textos publicados pela editora e sempre que vejo algum que não li fico me coçando para resolver esse problema 😅. Espero que gostem da resenha.


Lobo de Rua - Jana P. Bianchi
Editora: Dame Blanche
Páginas: 122
Nota: 3,5

Raul é um morador de rua, um homem invisível e desgraçado como tantos os outros. Como se sua desgraça não fosse suficiente, Raul contrai a maldição da licantropia, tornando-se um lamentável lobo de rua. Tito Agnelli não compartilha do abandono de Raul, mas conhece muito bem a sensação de ser rasgado por dentro, todos os meses, pela coisa vil que se abriga nele. Assim, compadecido com o sofrimento do recém-transformado, Tito acolhe Raul na Alcateia de São Paulo, extinta até então por falta de lobisomens residentes na Pauliceia. Depois de décadas de contaminação, Tito conhece cada detalhe da maldição que o transforma em lobisomem. Além disso, conhece também a Galeria Creta, um lugar em São Paulo onde ele e outros dos seus são bem vindos nas noites de lua.
Basta pagar o preço.


Raul sempre teve uma vida complicada. Em situação de rua desde muito novo, precisou crescer nesse ambiente inóspito, se acostumar em ser uma pessoa invisível e se esforçar para sobreviver. Quando as coisas já não estavam boas para o garoto, pioraram ao descobrir que, de alguma forma, ele foi infectado e agora se transforma em lobo na lua cheia. Uma transformação com purpurina e musiquinha de fundo como em desenhos animados? Claro que não. Se tornar um lobo vem junto com a dor e a destruição.

Tito também é um lobo, mas suas centenas de anos o tornaram bem mais acostumado às dores de sua transformação, além de possibilitarem bastante tempo para estudar tudo o que podia sobre lobisomens e ajudar novos lobos. Pelo cheiro, ele chega a Raul e o “adota” como membro de sua alcateia de dois, para ensiná-lo como proteger a ele e aos outros, e não sofrer tanto com as mudanças de seu corpo. 

O texto tem um pouco mais de 120 páginas, é uma leitura rápida que leva o leitor por uma São Paulo diferente quando vista pelos olhos de um lobo. Não, não de um lobo, de uma pessoa em situação de rua e marginalizada. A parte fantástica é bastante importante, mas, para mim, não foi isso que realmente me chamou a atenção no fim. A autora soube trabalhar muito bem os personagens, mostrando que ninguém é totalmente vilão ou mocinho. Eles são bastante verdadeiros e é fácil ter empatia pelos dois. Além disso, há a questão das ISTs, já que a que a doença que os transforma em lobos é transmitida pelo sexo. 

Foi uma leitura bastante interessante. Sofri com os personagens e imaginei como é estar na situação deles. Não apenas na parte de se transformar em lobo, mas também em ser um excluído da sociedade. Uma coisa que me incomodou um pouco foram as sentenças muito grandes e com linguagem bem específica, o que é ótimo para o texto e o estilo, mas para mim me deixavam um pouco perdida. Tirando isso, foi uma ótima leitura e o final me deixou querendo saber o que acontece com os outros personagens e se há continuação. 

Indico para quem curte fantasia urbana/ sci-fi e lobinhos. 

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As Meninas



As Meninas - Lygia Fagundes Telles
Editora: Círculo do Livro
Páginas: 247
Nota: 4

Não foram muitos os escritores que, no auge da ditadura militar no Brasil, abordaram em seus textos temas como a repressão e a tortura e escreveram obras de contestação como As meninas , de Lygia Fagundes Telles. Livro árduo, dolorido e lindo, As meninas relata os conflitos no relacionamento de três jovens que têm entre si um ponto em comum, a solidão, e como pano de fundo os governos militares. Três universitárias compartilham com algumas freiras um pensionato em São Paulo. Ana Clara gosta de um traficante e vive drogada. Lia briga contra o regime. Lorena, filhinha de papai, ajuda as outras duas com dinheiro. Lia se envolve com Miguel, que é preso e trocado por um diplomata. Sem ligar para a política ou as drogas, Lorena se apaixona por um médico casado e pai de cinco filhos. Um enorme espaço separa o universo das pensionistas e seus dramas das religiosas, que se apavoram com a liberdade das três moças. Cada uma das personagens é um poço de conflitos e monólogos interiores que vêm à tona através das confidências íntimas de cada uma e que se ligam à miséria política e cultural da época. O texto de Lygia Fagundes Telles não cai na vulgaridade, não se banaliza apesar do tema. A linguagem é coloquial e expressiva e os diálogos abandonam as conveniências formais. As meninas de Lygia são, afinal, as jovens do nosso tempo, saídas da adolescência e ingressando na plenitude da mocidade. Nada mais atual. Apontada pela crítica como um sucesso absoluto, As meninas é uma obra que resultou do esforço de três anos de trabalho dessa autora perseverante, que valoriza a palavra e mostra, através de seus textos, a luta de todos nós em defesa da liberdade.

Lorena, Ana Clara e Lia, três jovens universitárias que moram em um pensionato de freiras em São Paulo, durante a ditadura militar. Mesmo sendo amigas, as três possuem características muito distintas: Lorena vem de uma família rica, mas é deixada de lado pela mãe. Apaixonada por um homem mais velho e casado, ela vai levando sua vida de sonhos enquanto ajuda as amigas de forma financeira; Ana Clara é a mais bonita delas, noiva de um homem rico. Não teve uma vida fácil e é viciada em drogas, mesmo que as amigas tentem fazê-la se curar; Lia é filha de uma baiana com um ex-nazista. Trancou a universidade e agora participa de um grupo de esquerda contra o regime. 

O narrador oscila entre um em primeira pessoa, na voz das meninas, e um em terceira pessoa, que surge sorrateiramente pelos parágrafos. Para quem ler o livro desavisado, As Meninas pode parecer um pouco confuso. Cada narradora tem seu estilo e estas vozes se mesclam mesmo dentro de cada capítulo, precisando o leitor ficar atento para entender quem está falando o quê. 

À primeira vista, é uma história simples e cotidiana, mas foi escrita durante a ditadura e esta serve de pano de fundo para nossas personagens. Para algumas, a ditadura é mais real, para outras, é apenas um acontecimento longe de sua realidade. Cada uma das protagonistas foi construída de forma a mostra universos diferentes, mas ao mesmo tempo tão próximos. Não apenas entre elas, mas do próprio leitor. Elas sofrem, têm seus desejo e angústias. Cada uma enfrentando sua própria batalha, seguindo as subidas e descidas de suas vidas juvenis “normais”. 

A amizade das três também é algo que sobe e desce. É difícil acreditar que elas se gostem de verdade, mesmo que haja momentos que o leitor se pegue pensando que apenas uma amiga verdadeira agiria daquela forma. Muito eu senti que elas se relacionavam apenas por conveniência, por precisarem uma da outra de alguma forma, seja por dinheiro, seja para matar a solidão. 

Foi uma ótima leitura. A Lygia tem um estilo único de narrar suas histórias, suas personagens são bastante humanas, o leitor é levado a sentir junto com a confusão das três, junto com as emoções das três. O final é inquietante, mas como todo o restante da obra. Com certeza vale a leitura.

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Desejo e Honra



Oi, pessoal!! Hoje venho trazer uma resenha de um livro que li em parceria com a autora Tatiane Durães. Desejo e Honra foi publicado em 2015 pela Editora Deuses e agora a autora nos trouxe uma nova versão, reformulada e editada. Quando eu soube, não pude deixar de me interessar pela leitura, já que queria comparar as duas versões (como já fiz com outro livro da autora, que você pode ler a resenha aqui). Então é só continuar lendo para conhecer um pouco mais da edição de 2019. 




Desejo e Honra - Tatiane Durães
Editora: Amazon/ Independente
Páginas: 220
Nota: 4

Amanda precisa fugir. Os guardas da Força Pública estão em seu encalço e ela não quer perder sua adorada liberdade. Para não ser presa, precisará pedir auxílio a Lurdes, uma antiga amiga de sua falecida mãe, e terá que trabalhar na casa do Conde de Castro. Seus planos parecem simples: fingir ser uma dama doce e inocente, ficar escondida tempo suficiente para que o delegado a esqueça e afanar as joias da casa — sua especialidade — para ir para bem longe dali. Mas a jovem ladra não esperava esbarrar com o segredo de Leon e ser desafiada por mistérios além de sua compreensão, que podem mudar todos seus planos.


Amanda é uma ladra famosa, que se vê obrigada a fugir de sua casa quando seu antigo companheiro a trai, entregando-a à Força Pública. Para não ser capturada e morta em praça pública, ela decide cobrar de uma antiga amiga da família, Lurdes, um favor: um emprego na fazenda no interior, onde poderia se esconder até quando estivesse preparada para fugir. A princípio, Lurdes fica com um pé atrás, mas leva a moça de qualquer jeito.

Leon, o Conde de Castro, é o filho dos donos da fazenda e o responsável por todo negócio que acontece em suas terras. Ele não fica sem notar a presença da nova empregada e, mais e mais, vai se interessando por ela, até fazer com que a proximidade entre os dois se estreite de tal forma que Amanda deixa de lado suas suspeitas para com o Conde e se permite responder às propostas deste. 

O que nossa jovem protagonista não imaginava antes de morar na casa, porém, era que não apenas o dono da fazenda, mas também seus empregados guardam segredos que fazem Amanda se coçar de curiosidade. As coisas se tornam mais confusas quando a imaginação da jovem parece querer pregar peças nela. Ou será que não é só sua imaginação? 


O livro é narrado em terceira pessoa, mas com o foco na protagonista, o que deixa o leitor com o mesmo tanto de informação que Amanda - ou seja, tão curioso quanto ela. Foi uma escolha acertada da autora, já que permite que a protagonista e o leitor fiquem no mesmo degrau e vão descobrindo tudo juntos, o que mantém o suspense até o momento em que as coisas se resolvem. 

Desejo e Honra é um romance de época que se passa no Brasil, um pouco depois da abolição da escravatura. A descrição e narração remetem aos livros escritos durante o século XIX aqui nas terras tupiniquins, mas também tem aquele quê de romance europeu (como muitas obras brasileiras dos anos de 1800). A autora soube desenvolver bem o estilo, adicionando também um pouco de fantasia (que é o gênero que a Tatiane gosta tanto). Essa característica, além da atmosfera misteriosa, me remeteu um pouco aos romances góticos, mesmo que não seja tão sombrio quanto um.
Amanda e Leon são personagens à frente do seu tempo. O Conde guarda segredos que não são lá muito usuais para os mocinhos de romances de época, mas que tornaram o personagem ainda mais interessante. Na construção da protagonista, porém, eu senti um pouco de falta de seus dotes como ladra, que são mostrados ligeiramente melhor no final, mas, para mim, não fazendo jus à fama da garota na cidade. 

Quando comecei a leitura, pensei que seria mais parecido com a primeira versão da obra, mas o livro está completamente diferente. O novo rumo que a Tatiane resolveu tomar deixou o texto mais coeso, verossímil e interessante, além de conseguir prender ainda mais o leitor. Foi uma grata surpresa e me fez subir a nota que eu havia dado ao livro da primeira vez que li. 

Para quem gosta de histórias de época, com casais apaixonados, mas que também não dispensa um bom suspense e um final intrigante e não convencional, Desejo e Honra é uma boa pedida. 

O ebook está disponível na Amazon, ou você pode colaborar com a campanha do Catarse e garantir um lindo exemplar físico. É só visitar o link abaixo:





Espero que tenham gostado da resenha. A ajuda de vocês é muito importante para que a campanha seja um sucesso, então não deixem de compartilhar com aquele amigo que você sabe que se interessaria pela história (e com todo mundo que você conhece também rsrs). Obrigada por lerem e até mais! 
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As Faces da Sombra



Oi, gentê! Como vocês estão? 

Hoje vou falar um pouquinho do volume dois da Trilogia Arcantatys, uma série nacional de alta fantasia. Lembrando que a resenha pode conter spoiler do primeiro livro, e se vocês quiserem saber o que achei dele, é só entrar bem aqui . Sem mais delongas, vamos à resenha! 

As Faces da Sombra - Tatiane Durães
Páginas: 422
Nota: 3,5

Tayara decidiu enfrentar os erros de sua vida passada e acabou sendo levada através de Arcantatys pelos acontecimentos e consequências de suas escolhas.
As sombras começam a espreitá-la. Uma terrível vilã, em busca de poder, entrará em seu caminho de forma inusitada e Tayara terá seus limites testados ao descobrir segredos do seu passado.
Traições e batalhas pairam em sua trajetória. Diante de uma sombria realidade que pode confundi-la, ela terá que fazer difíceis escolhas para proteger a quem ama.
Em As Faces da Sombra, Tayara terá que confrontar o seu maior medo. A batalha final está se aproximando e ninguém sabe de qual lado ela estará.


No final do primeiro livro, Tayara, para salvar sua vida, decide abandonar sua metade bruxa e se transformar em um lobo. Mas ela não contava que os deuses tinham outros planos para sua vida. Nossa protagonista então se vê escolhida como guardiã, aquela responsável por seguir os comandos dos deuses e levar paz para Arcantatys. A trama então passa a ser guiada pelo desejo dos deuses, enquanto Tayara luta consigo mesma para não ceder à escuridão. 

Como no primeiro volume, o livro é narrado em primeira pessoa por diversos personagens, mas com ênfase nos capítulos da Tayara, onde gira a maior parte dos principais acontecimentos. A escolha de múltiplos narradores deu margem à autora para separar o grupo personagens e mostrar ao leitor cenas adicionais àquelas vividas pela protagonista. Os capítulos narrados pelos outros personagens, ao meu ver, serviram para sustentar e complementar os de Tayara, deixando a história mais dinâmica.

Entre em @nane.artwork para mais arte
A autora soube desenvolver bem os personagens principais, Tayara, Edwin e Regan especialmente. Outros não senti serem tão complexos, mas serviram para seu papel na história e deixaram margem para serem melhor trabalhados no terceiro e último livro (principalmente por terem aparecido menos nesse volume, mas deixando claro que vão ter um papel importante na conclusão da série). 

Não encontrei nenhum furo na linearidade da história. Achei que a algumas situações poderiam ter sido melhor trabalhadas, mas nada que deixe o leitor muito desconfortável. A leitura foi fluida, mesmo com algumas falhas no ritmo (que eu senti ser rápido demais quando precisava desacelerar - mas claro, cada um com o seu estilo). No início, não fiquei tão imersa na leitura, mas quanto mais os fatos se desenrolavam, mais eu queria acabar logo e descobri o final. 

Foi uma ótima leitura. Achei que a Tatiane evoluiu muito desde o primeiro livro e fiquei muito feliz com isso. O final ficou com aquele gostinho de "cadê esse livro 3, pelamor?" e infelizmente ele vai demorar um pouco para ser lançado (eu estou chorando aqui desse lado), mas é por um bom motivo! A autora está trabalhando com um coaching literário para trazer uma nova versão melhorada do primeiro volume, o que indica que o livro 3, quando sair, estará incrível. E eu ficarei aqui ansiosa para lê-lo. 

É uma leitura super recomendada, principalmente para quem gosta de Alta Fantasia e busca uma escrita leve e reviravoltas.

Sobre a edição: O que mais me incomodou foi a revisão que pareceu que, na verdade, não fizeram. Foi o mesmo problema encontrado no primeiro volume que saiu pela mesma editora. A diagramação ficou bonita, mesmo que em algumas partes (onde apareciam ilustrações) o diagramador não tenha conseguido arrumar direito o texto, o que deixou alguns pedaços soltos. Nada que atrapalhasse muito a leitura. 
Espero que tenham gostado da resenha! Se gostaram, que tal comentar aí embaixo o que acharam do livro e compartilhar a postagem com os amigos? Se é novo por aqui, não deixe de seguir o blog, demora dois segundinhos e me ajuda muito \o/. 


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Primeiras Impressões - O Inventor de Estações


Oie! Como vocês estão? 

Tem algum tempo que eu não posto minhas primeiras impressões de alguma história no wattpad, né? Resolvi trazer hoje um pouco do que estou achando de um livro que andei lendo esses dias. Espero que gostem!


O Inventor de Estações - Italo Anatércio
Gênero: Fantasia
Status: Em andamento
Partes Lidas: 32
Wattpad

Há algo errado com o mundo de Haga, por todos os quatro Vales crianças estão desaparecendo sem deixar qualquer vestígio e tudo que se sabe é que os Bobo-cuias, criaturas mascaradas e de origem misteriosa estão trás dos raptos. Tonto, um menino do Vale do Verão, decide então partir em busca do Inventor, que tem nas mãos o dom de mudar qualquer coisa e até mesmo criá-las. Seu caminho se encontra com o de mais quatro crianças de outros Vales diferentes: Halva, Flora, Olati e Corteo e eles precisam se unir para conseguir resolver o problema e trazer de volta a harmonia das estações. Mas o que eles não imaginam, é que há muitos outros segredos para serem desvendados, pois aquele mundo não é apenas um compilado de coisas confusas e desordenadas, e sim uma pequena peça desajustada nas mãos de um ser excêntrico. Qual será o destino das crianças raptadas? O que há além dos vales? Aos poucos os segredos serão revelados e destinos serão traçados a partir de escolhas e atitudes de cada um. Os vales são regidos por uma ordem de anciões e são eles os manipuladores de todos os conhecimentos, mas isso logo chegará ao fim. Uma mistura de magia, aventura, política, interesses. Uma jornada fantástica te espera! Juntos alcançamos o Universo.

As crianças estão sumindo em Haga e ninguém sabe ao certo o motivo. As criaturas mascaradas, nomeadas de Bobo-cuias, aparecem cantando suas músicas estranhas e levam as vítimas para longe de suas famílias, para um lugar onde ninguém nem ao menos faz ideia. 

Cinco garotos fogem de seus vales e, por obra do destino, se encontram e passam a seguir viagem juntos. Sua missão é ir atrás do Inventor, o ser responsável por tudo em Haga e que pode não só responder às perguntas sobre a origem dos Bobo-cuias e para onde estão levando as crianças, mas também resolver os problemas de cada vale. 


Tonto, Halva, Corteo e Flora não têm apenas a missão em comum, mas cada um carrega um Sinibio, um símbolo no peito que remete à origem dos vales e que assusta os "governantes" do lugar, os chamados Anciões, 

Li até bastante, se comparar com as Primeiras Impressões anteriores. Faltam uns 20 capítulos para chegar ao fim dos postados, mas já tenho muito o que comentar. A escrita do Italo é bem delicada, como em um livro infantil, é leve e fácil, mas não ao ponto de deixar um adulto entediado e fazê-lo desistir da leitura. 

Gostei bastante dos protagonistas, são todos crianças, mas que sabem bem o que querem: proteger suas famílias e seus vales. Elas são diferentes, ao mesmo tempo que possuem muito em comum. Isso tornou o grupo muito interessante. Quando estão separados, conseguimos analisar melhor suas personalidades e entender o papel de cada um. 

A história não nos mostra muito aonde quer chegar, só sabemos que estamos buscando pelo Inventor e que os Anciões precisam morrer não são de confiança. As surpresas pegam o leitor junto com os personagens e a gente se vê sem saber o que fazer, sem ter certeza qual o próximo passo o autor vai tomar. 

Até onde parei, algumas perguntas já foram respondidas, mas nada que diminua o suspense e os questionamentos. Não sabemos nada sobre o Inventor, nem se ele existe ou não, se é bom ou só um sádico que gosta de colocar fogo nas formiguinhas. Eu ainda não entendi muito bem a figura dele, me lembrou um pouco o personagem Mago OZ, aquela figura misteriosa e "superiora". Temos pequenos vislumbres de sua personalidade por certos comentários de alguns secundários, mas nada que nos permita juntar as peças. 

Só uma coisa que está não gostei de tudo o que li: parece que comecei a ler esse livro para passar raiva. 

Eu sou uma pessoa que se estressa com muita facilidade quando o assunto é abuso de poder e injustiças. E isso tem muito nesse livro. Eu queria poder colocar certos personagens na fogueira, mas aparentemente o autor precisa nos deixar sofrendo tendo que conviver com essas aberrações. 

Enfim, a leitura está ótima e espero acabá-la logo. O livro é mais do que recomendando para quem gosta de fantasia e novos mundos. Por mais que fique com aquela sensação de livro infanto-juvenil, é uma leitura que pode agradar a todas as pessoas. 

Não deixem de conferir! 
Espero que tenham gostado da postagem. Comentem aí embaixo o que acharam do livro e se se animaram para conhecê-lo! 

O blog está quase chegando a 300 seguidores, se puderem seguir também, vai me ajudar muitão. 

Beijinhos e nos vemos em breve!

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Ninho de Fogo #3 - Isso Não é Neve


Cheguei ao final da trilogia Ninho de Fogo e completei minha meta de lê-la em menos de um ano (porque eu sou daquelas que começa a ler outras coisas e deixa continuações em segundo plano, quando retorno, não lembro mais de nada hohoho). Então aqui está para vocês a última das resenhas. Lembrando que essa resenha vai conter spoiler dos dois primeiros livros.

Confiram as resenhas anteriores aqui e aqui



Isso não é neve - Ninho de Fogo - Camila Deus Dará
Editora: Pendragon
Páginas: 266
Nota: 3


De volta à Terra, Melane nunca pensou que pudesse sentir tanta falta de Ninho de Fogo.
Ela acreditava que seu mundo estava seguro, mesmo estando afastada, mas descobre que mais uma guerra se inicia e ela é a única responsável.
Perdida e sem saber o que fazer para evitar que mais criaturas morram, ela contará com a ajuda de todas as pessoas e ama e precisará ser forte e lutar pelo lugar onde nasceu. Proteger Ninho de Fogo sempre foi o mais importante, custe o que custar.
Esta parte da história está recheada de ação, sentimentos, romance e muito sangue.
Prepare-se, a jornada termina aqui.

No final do segundo livro, Melane volta à Terra para viver com a avó, mas seu retorno como garota normal é interrompido quando ela descobre que uma guerra está prestes a acontecer em sua terra natal. Ela é obrigada a voltar para Ninho de Fogo, onde descobre que é a "culpada" por toda aquela confusão. Elfos e centauros, antigos aliados dos dragões, se colocam contra o reino por temerem a nova mestiça que, segundo eles, pode se tornar tão complexada quanto Pedrus.

O livro é narrado em primeira pessoa, como todos da série, principalmente pela princesa, mas com capítulos nas vozes de David e Jack também. Isso ajuda a termos uma visão melhor das ações de cada personagem (por mais que tenha um do David que eu tenha estranhado um pouco por motivos que não posso dizer). 

Assim como nos livros anteriores, a autora prefere focar no relacionamento da protagonista com Jack, e desta vez as coisas parecem que irão dar certo. Até não darem. Descobrimos também o segredo que o rapaz guardou por tanto tempo, o motivo dele tê-lo guardado e que, de alguma forma, Melane está envolvida na história toda também. 

Eu já estava esperando que toda a motivação da história, no caso a possível guerra, fosse deixada para segundo plano como aconteceu nos livros anteriores. Porém nesse essa construção me deixou mais frustrada. (Spoiler a seguir) A autora resolveu toda a guerra tão rápido que eu fiquei me perguntando se aquele conflito era realmente necessário. Eu entendi que ela precisava de uma batalha para que o que aconteceu acontecesse, mas senti que precisava ter sido trabalhada melhor e não apenas concluída tipo: ah, acabou gente, queremos mais não, tchau (simplificando muito aqui). 


Outra coisa que me incomodou um pouco, e isso pode ser lido como algo totalmente pessoal, foi eu não ter sentido empatia pelos personagens secundários. Como a história é muito focada na Melane e ela, por sua vez, muito focada em seus sentimentos por Jack, os demais personagens ficam muito em plano de fundo. E por mais que a autora tenha tentado trabalhar melhor David nesse volume, eu não me senti tão apegada a ele, o que "estragou" um pouquinho o desenrolar dos fatos.  

Por isso as minhas expectativas para o livro não foram atendidas. Dos três, esse foi o que menos gostei. Achei legal a autora inserir novas criaturas, mesmo que elas não tenham aparecido tanto, e também o desfecho do mistério que ronda Jack desde o início da série. Porém esperava mais para o final da trilogia.

Claro que minhas considerações não tornaram o livro ruim, só não corresponderam ao que eu esperava. Como o segundo volume havia sido melhor do que o primeiro, pensei que iria acontecer o mesmo com este. De qualquer forma, a leitura foi divertida, a linguagem da Camila é bem leve e consegue te prender (quando você não está jogando o livro na parede com raiva da Melane :3). É uma leitura ótima para passar o tempo, principalmente se você gosta de fantasia. 



Espero que tenham gostado da resenha. 
Não deixem de seguir o blog para me ajudar a bater a meta de 300 ❤ !! Me digam o que acharam da história, se já conheciam, se tiveram interesse em ler. 

Beijinhos e nos vemos em breve!


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Resenha - Lua Azul e a Terra Paralela


Olá, pessoal! Ultimamente não estou acertando um dia de postagens, não é? Desculpa a dificuldade de manter a agenda, mas não estou conseguindo me dedicar tanto à leitura e demoro muito para acabar qualquer uma. Mas aqui está a resenha de um infanto-juvenil de uma autora aqui da minha cidade que eu queria ler há algum tempo. Espero que gostem! 


Lua Azul e a Terra Paralela - Leca Haine
Editora: Lua Azul
Páginas: 189
Nota: 3,5


A história de uma menina chamada Zelda, que leva uma vida normal até começar a receber alguns bilhetes misteriosos na caixa dos correios. O primeiro dos bilhetes diz – entre outras coisas - que “ um sinal surgirá no céu e, na praça dessa cidade, lhe será descortinado o véu”.
Uma vez na praça da cidade, Zelda olha para o céu e vê a lua azul, iluminando tudo ao redor. Ao reparar mais adiante, vê uma chave dourada a qual ela toca e atravessa um portal, indo parar numa outra dimensão: a Terra Paralela. Tem início aí uma aventura cheia de emoção e ação a cada capítulo!

Zelda é uma adolescente comum que mora com o pai e a irmã mais nova. Sua mãe, pelo que acreditava, morreu em seu último parto, deixando o pai sozinho com as duas crianças. Apenas isso a diferenciava das outras crianças normais, porque ela passou a vida inteira não sendo mais do que isso. Até receber uma carta suspeita com uma estranha ameaça escrita em versos.

Nossa protagonista então vê tudo o que acreditava sobre o passado de sua mãe ser colocado em cheque e passa a investigar a fundo o significado dos bilhetes e sua ligação com a progenitora. Os bilhetes eventualmente a fazem chegar em um novo universo, Constantyna, na Terra Paralela.

Lua Azul e a Terra Paralela é um livro infanto-juvenil, narrado em terceira pessoa, com o ponto de vista focado na Zelda. A linguagem é bem condizente ao público alvo, descomplicada e fluída. A autora não se prende muito nas descrições, mas mesmo assim o universo ficou bem construído.

O livro tem uma continuação e eu achei que a autora não soube dividir muito bem a história, já que não senti que a obra é completa em si só e precisa sim continuar a leitura para se ter um final. A parte fantástica da história também aparece lá pela metade da obra, o que eu achei que aconteceria antes, mas o suspense que a autora cria foi capaz de me manter presa às páginas.

Os personagens não são tão aprofundados, com a exceção da Zelda. Só achei que não foi muito condizente a mudança dela quando chegou no mundo invertido (o que a autora tratou como brincadeira não compreendida, mas pelas características das personagens eu não acredito que ela deixaria quieto depois de ter magoado alguém).

A leitura é rápida e o livro é cheio de mistério, misturado ao clima fantástico. Bastante indicado para crianças (até o início da adolescência, acredito), que com certeza irão se divertir com a leitura.

Sobre a edição: A diagramação é simples, mas atende ao seu propósito. No início de cada capítulo há uma imagem igual a da capa, o que eu achei que deu um charme ao livro. O que me incomodou foram alguns problemas com pontuações (principalmente travessões), mas tirando isso, não tiveram muitos outros na revisão.



Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar com o que acharam, curtir a página no facebook e compartilhar com os amigos.

Beijinhos e até!


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Resenha - Natasha


Olá, pessoal! Hoje venho trazer mais uma resenha de livro nacional. Este foi uma antiga indicação que sempre me deixou curiosa e agora finalmente posso dizer a vocês o que achei. Espero que gostem da resenha. 

Ah! Só lembrando que o blog tem um perfil no Instagram, se puderem, não deixem de seguir lá e indicá-lo aos amigos. 

Mas agora vamos ao que interessa:


Natasha - Flávia Andrade
Editora: Deuses
Páginas: 147
Nota: 3,5

Natasha sabia bem o que estava vivendo, ela reconhecia o ar ao seu redor, conhecia cada pétala de uma flor, não precisava consultar um calendário para ter certeza de que uma estação já se encerrava e outra iniciava. E assim ia mudando no ritmo da natureza, proporcionalmente. Em nosso último dia de primavera, eu lhe perguntei qual era a sua flor favorita. Natasha me respondeu que amava o jardim, o conjunto, a colocação de espécies uma rente à outra, aquilo que lhe fazia pulsar o coração. Seus sentimentos afloravam quando se guarnecia de cores. E foi então que compreendi porque todos os dias ela me pedia para levá-la na floricultura de minha mãe. Era lá que ela se renovava e por esse mesmo motivo que eu era capaz de ver seu sorriso reluzindo como se fosse um anjo. Natasha pertencia àquilo. 

O livro é narrado em primeira pessoa por Paulo (PJ), anos depois de sua juventude. No futuro, ele relembra a época em que conheceu Natasha, o amor de sua vida, e conta para o leitor as estações de seu relacionamento, ao mesmas estações de sua ex-namorada. 

Em pouco mais de 140 páginas, descobrimos como ambos se conheceram, vimos os altos e baixos e sua separação. A linguagem é bastante poética, o que torna a leitura menos fluida e rápida, mas é necessário para prestar atenção em todas as partes sem se perder nas digressões de PJ. 

Prefiro não falar muito sobre a história, já que ela não é totalmente linear, PJ conta muitas cenas esparsadas que descrevem a essência de sua musa inspiradora, que aos poucos vão mostrando as mudanças de Natasha (ou Fox, como PJ a chama). 

Os personagens me lembraram bastante as figurinhas que encontramos nos livros de João Verde John Green, aqueles jovens que sempre tem uma fala inteligente na ponta da língua e podem citar quatrocentos trechos de livros só para dizer que, sei lá, não está a fim de sair de casa. 

Achei bastante interessante a escrita da Flávia, é clara a inspiração que ela teve em clássicos da literatura romântica, o que tornou sua escrita algo poético, ao mesmo tempo que me fez detestar o PJ. 

Não que ele seja uma péssima pessoa, mas eu não sou muito romântica, e Paulo é tão o contrário de mim que seu sentimento chega quase a ser trágico. E o próprio personagem diz em alguma parte da história que muitos leitores não irão gostar dele por ser muito dramático e romântico, e, bem, eu não queria, mas me incluí nesse grupo. PJ é daquele tipo de pessoa que acha que só vai encontrar um amor em sua vida e irá morrer caso perca-o, ele idealiza demais Natasha, o que também estragou um pouco a personagem para mim. 

Mas claro, isso é uma opinião bem pessoal e com certeza muitos outros leitores irão gostar pelos motivos que me desagradaram. 

O livro é indicado para quem gosta desses personagens românticos e uma linguagem mais poética, não sei se quem não está acostumado com o estilo da escrita irá gostar, já que isso dificulta um pouco a fluidez da leitura, mas sempre é bom conhecer novos autores, não é mesmo? 

Sobre a edição: Eu particularmente não gosto muito das capas da Editora Deuses e essa achei uma das piores. No interior, a diagramação ficou boa, simples, mas que atende ao seu propósito. Que me lembro, não encontrei erros significativos na revisão. 


Sobre a autora

Flávia Andrade é sul mato grossense. Desde cedo teve a literatura como escapatória e seus primeiros rascunhos foram feitos em mesas escolares, em páginas de cadernos de matemática. Apaixonada por Machado de Assis, Charles Bukowski, MPB, fizeram dela um conjunto de todas as figuras de linguagem. Dando vida a personagens que têm sua essência, entretanto, outros nomes, histórias e amores.

Espero que tenham gostado da resenha! Não deixe de comentar aqui embaixo e compartilhar com os amigos. 

Se ainda não seguem o blog, não deixem de fazê-lo, demora dois segundinhos ♥

Beijinhos e até!
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Resenha - As Aparências Enganam


Olá, pessoal! Desculpa o sumiço, fiquei doente essas semanas e não tive como atualizar aqui. Mas aqui estou, antes tarde do que nunca! O livro que irei resenhar hoje é um chick-lit que me comprou pela capa (sim, eu sou dessas). Agora vamos pela resenha:



As Aparências Enganam - Janaina Rico, Liana Cupini
Editora: Qualis
Páginas: 144
Nota: 2,5
Luiza era uma loira sensual, bem resolvida e determinada, enquanto Isabel era uma morena pacata, que sonhava em ser dona de casa e ter filhos.
Luiza se dedicava ao seu trabalho e era muito ambiciosa, já Isabel só pensava em agradar seu noivo e planejava uma família.
O destino as uniu e agora elas vão perceber que a felicidade pode morar ao lado. Será que a grama do vizinho é realmente mais verde? Será que uma mudança radical poderá consertar todos os erros do passado?
Se a vida te oferecesse a chance de mudar, você aceitaria? Essas duas amigas toparam, e em uma nova cidade, terão a chance de recomeçar! Um livro sensível, sobre as dores e as alegrias de ser mulher.


As Aparências Enganam traz para o leitor a história de Luiza e Isabel, duas amigas de adolescência que se reencontram em um momento inusitado, onde ambas estão "fugindo" de suas realidades e buscando um tempo longe para conseguirem voltar aos eixos. 

Nossa história é narrada em primeira pessoa, intercalando partes narradas pela Isabel e partes narradas pela Luiza. Não temos muita descrição no decorrer das páginas, acredito que seja por conta do gênero, e as autoras focam bastante nos diálogos e na narração. Isso torna a leitura mais dinâmica e rápida e o livro que já é curtinho acaba em um estalar de dedos. 

As protagonistas são divertidas, bem aquelas que buscamos encontrar quando lemos algum chick-lit, mas confesso que não consegui me identificar com nenhuma delas, o que tornou a leitura menos proveitosa. Isso foi uma coisa bem pessoal, já que eu vejo o mundo de forma diferente das duas e muitas das ações delas eu totalmente repúdio. Mas a linguagem continua sendo divertida e boa para passar o tempo.

Agora o que mais me incomodou na leitura (e o motivo de ter dado uma nota baixa) foi a forma como os fatos se desenvolvem. Não achei muito crível os acontecimentos, os "segredos" e como as protagonistas evoluíram. Não sei se essa foi a intenção das autoras, mas tem partes que parecem tão impossíveis ou sem motivos que só me deixaram menos interessada pelo final. Senti como se as autoras não tivessem planejado a trama desde o primeiro momento e colocado algumas declarações só no fim para se tornar uma grande revelação, mas estas não se ligando com o que foi mostrado na história. É difícil acreditar em uma personagem que no fim se mostra outra pessoa, sendo que ela está narrando a história e o leitor está praticamente DENTRO DA CABEÇA DELA

Mas a leitura foi boa para passar o tempo, além de bem rapidinha. Acho que quem gosta do gênero irá aproveitar mais do que eu, já que chick-lit não está lá em cima da minha lista de gêneros favoritos. 

Sobre a edição: A capa é uma gracinha, como vocês devem ter notado. Adorei a ilustração e ela se encaixa perfeitamente à história. A fonte escolhida para o miolo não é uma das minhas favoritas, mas torna a leitura mais fácil. Acho que faltou uma revisão mais detalhada, já que achei muitos errinhos que poderiam ter sido corrigidos com uma breve passada de olhos. 

Espero que tenham gostado da resenha! Já conheciam o livro ou já leram alguma coisa das autoras? Comentem aí embaixo!

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Resenha - Ninho de Fogo - Coração de Escamas (Volume #2)



Olá, pessoal! Como vocês estão? 

Há pouco tempo trouxe para vocês a resenha de Ninho de Fogo - A Mestiça, primeiro livro da Trilogia Ninho de Fogo da Camila Deus Dará. Hoje vou falar um pouco sobre o que achei do segundo volume da série!

Se não leu a resenha do primeiro volume, pode conferi-la aqui


Coração de Escamas - Trilogia Ninho de Fogo - Camila Deus Dará
Editora: Pendragon
Páginas: 260
Nota: 3,5



O mundo que Melane conhecia não existe mais. Fadas, sereias e dragões fazem parte de sua realidade agora. A mestiça conseguiu libertar seu povo da maldição e da fome, mas o perigo ainda não acabou. Pedrus continua solto e somente ela poderá descobrir onde encontrá-lo. Esta parte da jornada não será fácil e Melane nem imagina todas as dificuldades e desafios que terá que enfrentar. Laços fortes de amizade, amor, traição, corações partidos, batalhas, sangue e morte, é isso que te espera nesta nova etapa de Ninho de Fogo!



Voltamos para Ninho de Fogo. Nesse segundo volume, vemos que todos estão em uma busca incansável por Pedrus, o mestiço responsável por colocar a maldição no reino, para acabar de uma vez por toda com a ameça sobre o reino. As buscas não tem sucesso a princípio e aos poucos vão se tornando mais pontuais. Melane é afastada pelo avô dessa confusão toda, já que temem que a herdeira possa se machucar de alguma forma. Mas claro que nossa protagonista não ia ficar sentada de braços cruzados e resolve investigar por si mesma. 

Todos os personagens do volume anterior estão nesse segundo e somos apresentados a uns poucos novos. Achei uma escolha acertada da autora não trazer tanto personagem novo para o segundo volume, para poder trabalhar os que já tem. 

A história continua sendo narrada em primeira pessoa, a grande parte dos capítulos por Melane. Nesse volume, Camila decidiu não colocar tantos capítulos narrados por Jack como no anterior, que foi algo que antes me incomodou um pouco. Mas aqui está bem melhor, já que os comentários do rapaz se tornam pontuais e em momentos chave. 

Assim como no primeiro livro, a história foca MUITO na vida amorosa de Melane e em suas escolhas, deixando a parte que, para mim, seria principal para o final. Pensei que nesse a autora fosse desenvolver melhor o que se referia a busca a Pedrus e toda a parte fantástica da história, mas não. Mesmo que tenha tido uma evolução do volume anterior, ainda senti que a trama se desvirtuou um pouco, deixando em segundo plano o que era a motivação para esse novo livro. 

Gostei bastante do personagem Sam, da ligação dele com a princesa e de certa forma até do ocorrido no final do livro. Acho que de todos, o personagem que menos gosto é David e até entendo a amizade dele com a Melane, mas queria que o personagem dele aparecesse mais e fosse melhor trabalhado para eu ter alguma empatia...

Como eu tinha esperado no final do volume 1, a autora trabalho mais em Coração de Escamas sobre as criaturas de Ninho de Fogo, trazendo algumas explicações e nos aproximando de espécies que parecia improvável no livro 1. 

Achei que Camila progrediu muito nesse segundo livro, mesmo que ainda sinta que tem que prender os olhos no que é o principal (ou é o relacionamento da Mel, ou é salvar o reino) e ver os pesos da subtrama.

Coração de Escamas foi uma leitura melhor do que do primeiro volume e espero que o nível continue aumentando para o terceiro. Continuou sendo uma leitura divertida e rápida, e o final me deixou curiosa para a terceira parte. Então podem esperar que em breve teremos resenha de Isso Não É Neve aqui no blog. 

Para quem se interessou e leu o primeiro volume, o segundo é mais do que recomendado, principalmente pela evolução da autora. E claro, dragões nunca perdem a graça. 


~


Espero que tenham gostado da resenha. Não deixem de comentar com o que acharam do livro, se já conheciam e se pretendem ler no futuro.

Beijinhos e até a próxima!

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Resenha - Ninho de Fogo - A Mestiça (Volume #1)



Ah, dragões. Quem não os ama? Se você não os ama, pode se retirar daqui agora. Como vocês já devem saber, eu sou apaixonada por fantasia (e sim, eu vou repetir isso em todas as resenhas de livros de fantasia), e não tive como deixar passar quando vi o livro da Camila Deus Dará. Eu havia comprado o primeiro exemplar na outra editora, mas a autora mudou de casa editorial e eu tive que comprar o box da trilogia completa. Agora vamos ao que achei do primeiro volume. 


A Mestiça - Trilogia Ninho de Fogo - Camila Deus Dará
Editora: Pendragon
Páginas: 248
Nota: 3

Melane, uma garota de 16 anos que vive com a avó, descobre não apenas ser uma mestiça de bruxa e dragão, como também uma princesa em um mundo chamado Ninho de Fogo.
Com ajuda de seu fiel guardião David, e o pequeno Jack, o garotinho de quase 300 anos de idade, ela volta para sua terra natal, descobrindo que o lugar está se despedaçando.
Em um mundo de dragões, fadas e sereias, Melane terá que ser forte para a batalha que colocará em risco o mundo onde nasceu, enquanto tenta descobrir a quem pertence seu coração.
Uma mistura de romance, aventura, guerra e salvação é o que te espera em Ninho de Fogo!

Em um dia comum de sua vida, ou nem tão comum assim, Melane de repente se vê fugindo de dragões nas costas de seu melhor amigo David, que, para surpresa de nossa protagonista, também tem a habilidade de se transformar em um dragão. Nessa fuga, ela descobre que na verdade é a princesa de um reino em outro mundo, chamado Ninho de Fogo, e que precisa voltar para casa. Descobre também que seu avô, o rei do lugar, tornou-se um tirano e está destruindo o reino e pretende matar a própria neta. Coisas bem cotidianas.

A Mestiça é narrado em primeira pessoa, em grande parte pela Melane, mas com alguns capítulos pelo ponto de vista do Jack. Acho que eu particularmente preferia que fosse narrado só pela Mel, já que não achei que os capítulos do garoto contribuíram tanto para a história. Mas foi interessante ler sobre os sentimentos dele, já que não sabemos todos os lados com um narrador personagem apenas. 

Nesse primeiro volume encontramos aquela fórmula que conhecemos muito bem: o Monomito. Melane se vê diante da missão de salvar seu povo, enfrentando seu avô. Como toda situação "você é um bruxo, Harry", a protagonista leva seu tempo para se acostumar com a ideia de sua descendência, mas assim que vê a situação que encontra as terras do reino, resolve deixar de lado suas inseguranças e partir para a ação.  


A ambientação foi bem construída, por mais que eu pense que a autora poderia se demorar mais nela, por se tratar de um novo mundo e isso propiciar uma maior imersão. As descrições não são cansativas, assim como a linguagem  da obra, que se adéqua ao público alvo. Achei porém a história um pouco corrida, o que não permitiu que os personagens fossem tão bem trabalhados quanto eu esperava. Suas mudanças são rápidas e nem sempre por algum motivo muito claro. A autora acrescentou também algumas cenas que não se enquadraram tão bem na história, provavelmente por não terem o tempo necessário para serem desenvolvidas. 

Meu desenho da Melane :)
Achei bem interessante o mundo de dragões, mesmo não sendo a única espécie, é a principal na obra. Espero que nos outros dois volumes a autora fale mais sobre o universo, trazendo ainda mais criaturas e dando importância a elas na trama. 

Por mais que sinta que a autora precise melhorar um pouco mais, amadurecer sua escrita e construção, achei divertida a leitura, uma boa história para passar o tempo. A escrita é bem levinha, com personagens adolescentes que correspondem à sua faixa etária. 

O final do livro me deixou muito curiosa e não posso esperar para descobrir como Melane irá resolver tudo nos próximos volumes. 

A edição da Editora Pendragon ficou uma gracinha, no box, as lombadas dos três volumes juntas formam uma imagem única, que fica linda na estante. A diagramação ficou no ponto, sem tantos detalhes quanto a edição da outra editora, mas também não pecou em nada. O livro possui um mapa de Ninho de Fogo nas primeiras páginas, o que é sempre muito bem-vindo em livros do gênero. A única coisa que não gostei tanto foi a forma que as folhas do livro foram coladas, por mais que a capa seja molinha e dê para dobrar, a forma como as folhas estão em certas partes não permite que o livro seja muito aberto. 

A Mestiça é indicado para aqueles leitores que gostam de fantasia e procuram um livro rapidinho, mas divertido para ler. 



Sobre a autora

Uma garota de 28 anos que adora moda e maquiagem ao mesmo tempo que Star Wars e Peter Pan.

Cresceu em uma família que vivia a base de jogos de vídeo game, filmes da locadora do posto de gasolina mais próximo e das histórias que o avô sempre contava. Acredita que todos esses fatos colaboraram para a escolha da sua profissão.

Aos 9 anos de idade descobriu o mundo mágico dos livros e, depois disso, surgiu uma vontade imensa de criar suas próprias histórias e dividi-las com o mundo.



Gostaram da resenha? Já leram o livro e acharam que eu deixei passar algo? Gostaram de conhecer mais sobre a obra? Não deixe de comentar!

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