Primeiras Impressões - O Inventor de Estações


Oie! Como vocês estão? 

Tem algum tempo que eu não posto minhas primeiras impressões de alguma história no wattpad, né? Resolvi trazer hoje um pouco do que estou achando de um livro que andei lendo esses dias. Espero que gostem!


O Inventor de Estações - Italo Anatércio
Gênero: Fantasia
Status: Em andamento
Partes Lidas: 32
Wattpad

Há algo errado com o mundo de Haga, por todos os quatro Vales crianças estão desaparecendo sem deixar qualquer vestígio e tudo que se sabe é que os Bobo-cuias, criaturas mascaradas e de origem misteriosa estão trás dos raptos. Tonto, um menino do Vale do Verão, decide então partir em busca do Inventor, que tem nas mãos o dom de mudar qualquer coisa e até mesmo criá-las. Seu caminho se encontra com o de mais quatro crianças de outros Vales diferentes: Halva, Flora, Olati e Corteo e eles precisam se unir para conseguir resolver o problema e trazer de volta a harmonia das estações. Mas o que eles não imaginam, é que há muitos outros segredos para serem desvendados, pois aquele mundo não é apenas um compilado de coisas confusas e desordenadas, e sim uma pequena peça desajustada nas mãos de um ser excêntrico. Qual será o destino das crianças raptadas? O que há além dos vales? Aos poucos os segredos serão revelados e destinos serão traçados a partir de escolhas e atitudes de cada um. Os vales são regidos por uma ordem de anciões e são eles os manipuladores de todos os conhecimentos, mas isso logo chegará ao fim. Uma mistura de magia, aventura, política, interesses. Uma jornada fantástica te espera! Juntos alcançamos o Universo.

As crianças estão sumindo em Haga e ninguém sabe ao certo o motivo. As criaturas mascaradas, nomeadas de Bobo-cuias, aparecem cantando suas músicas estranhas e levam as vítimas para longe de suas famílias, para um lugar onde ninguém nem ao menos faz ideia. 

Cinco garotos fogem de seus vales e, por obra do destino, se encontram e passam a seguir viagem juntos. Sua missão é ir atrás do Inventor, o ser responsável por tudo em Haga e que pode não só responder às perguntas sobre a origem dos Bobo-cuias e para onde estão levando as crianças, mas também resolver os problemas de cada vale. 


Tonto, Halva, Corteo e Flora não têm apenas a missão em comum, mas cada um carrega um Sinibio, um símbolo no peito que remete à origem dos vales e que assusta os "governantes" do lugar, os chamados Anciões, 

Li até bastante, se comparar com as Primeiras Impressões anteriores. Faltam uns 20 capítulos para chegar ao fim dos postados, mas já tenho muito o que comentar. A escrita do Italo é bem delicada, como em um livro infantil, é leve e fácil, mas não ao ponto de deixar um adulto entediado e fazê-lo desistir da leitura. 

Gostei bastante dos protagonistas, são todos crianças, mas que sabem bem o que querem: proteger suas famílias e seus vales. Elas são diferentes, ao mesmo tempo que possuem muito em comum. Isso tornou o grupo muito interessante. Quando estão separados, conseguimos analisar melhor suas personalidades e entender o papel de cada um. 

A história não nos mostra muito aonde quer chegar, só sabemos que estamos buscando pelo Inventor e que os Anciões precisam morrer não são de confiança. As surpresas pegam o leitor junto com os personagens e a gente se vê sem saber o que fazer, sem ter certeza qual o próximo passo o autor vai tomar. 

Até onde parei, algumas perguntas já foram respondidas, mas nada que diminua o suspense e os questionamentos. Não sabemos nada sobre o Inventor, nem se ele existe ou não, se é bom ou só um sádico que gosta de colocar fogo nas formiguinhas. Eu ainda não entendi muito bem a figura dele, me lembrou um pouco o personagem Mago OZ, aquela figura misteriosa e "superiora". Temos pequenos vislumbres de sua personalidade por certos comentários de alguns secundários, mas nada que nos permita juntar as peças. 

Só uma coisa que está não gostei de tudo o que li: parece que comecei a ler esse livro para passar raiva. 

Eu sou uma pessoa que se estressa com muita facilidade quando o assunto é abuso de poder e injustiças. E isso tem muito nesse livro. Eu queria poder colocar certos personagens na fogueira, mas aparentemente o autor precisa nos deixar sofrendo tendo que conviver com essas aberrações. 

Enfim, a leitura está ótima e espero acabá-la logo. O livro é mais do que recomendando para quem gosta de fantasia e novos mundos. Por mais que fique com aquela sensação de livro infanto-juvenil, é uma leitura que pode agradar a todas as pessoas. 

Não deixem de conferir! 
Espero que tenham gostado da postagem. Comentem aí embaixo o que acharam do livro e se se animaram para conhecê-lo! 

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Beijinhos e nos vemos em breve!

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Ninho de Fogo #3 - Isso Não é Neve


Cheguei ao final da trilogia Ninho de Fogo e completei minha meta de lê-la em menos de um ano (porque eu sou daquelas que começa a ler outras coisas e deixa continuações em segundo plano, quando retorno, não lembro mais de nada hohoho). Então aqui está para vocês a última das resenhas. Lembrando que essa resenha vai conter spoiler dos dois primeiros livros.

Confiram as resenhas anteriores aqui e aqui



Isso não é neve - Ninho de Fogo - Camila Deus Dará
Editora: Pendragon
Páginas: 266
Nota: 3


De volta à Terra, Melane nunca pensou que pudesse sentir tanta falta de Ninho de Fogo.
Ela acreditava que seu mundo estava seguro, mesmo estando afastada, mas descobre que mais uma guerra se inicia e ela é a única responsável.
Perdida e sem saber o que fazer para evitar que mais criaturas morram, ela contará com a ajuda de todas as pessoas e ama e precisará ser forte e lutar pelo lugar onde nasceu. Proteger Ninho de Fogo sempre foi o mais importante, custe o que custar.
Esta parte da história está recheada de ação, sentimentos, romance e muito sangue.
Prepare-se, a jornada termina aqui.

No final do segundo livro, Melane volta à Terra para viver com a avó, mas seu retorno como garota normal é interrompido quando ela descobre que uma guerra está prestes a acontecer em sua terra natal. Ela é obrigada a voltar para Ninho de Fogo, onde descobre que é a "culpada" por toda aquela confusão. Elfos e centauros, antigos aliados dos dragões, se colocam contra o reino por temerem a nova mestiça que, segundo eles, pode se tornar tão complexada quanto Pedrus.

O livro é narrado em primeira pessoa, como todos da série, principalmente pela princesa, mas com capítulos nas vozes de David e Jack também. Isso ajuda a termos uma visão melhor das ações de cada personagem (por mais que tenha um do David que eu tenha estranhado um pouco por motivos que não posso dizer). 

Assim como nos livros anteriores, a autora prefere focar no relacionamento da protagonista com Jack, e desta vez as coisas parecem que irão dar certo. Até não darem. Descobrimos também o segredo que o rapaz guardou por tanto tempo, o motivo dele tê-lo guardado e que, de alguma forma, Melane está envolvida na história toda também. 

Eu já estava esperando que toda a motivação da história, no caso a possível guerra, fosse deixada para segundo plano como aconteceu nos livros anteriores. Porém nesse essa construção me deixou mais frustrada. (Spoiler a seguir) A autora resolveu toda a guerra tão rápido que eu fiquei me perguntando se aquele conflito era realmente necessário. Eu entendi que ela precisava de uma batalha para que o que aconteceu acontecesse, mas senti que precisava ter sido trabalhada melhor e não apenas concluída tipo: ah, acabou gente, queremos mais não, tchau (simplificando muito aqui). 


Outra coisa que me incomodou um pouco, e isso pode ser lido como algo totalmente pessoal, foi eu não ter sentido empatia pelos personagens secundários. Como a história é muito focada na Melane e ela, por sua vez, muito focada em seus sentimentos por Jack, os demais personagens ficam muito em plano de fundo. E por mais que a autora tenha tentado trabalhar melhor David nesse volume, eu não me senti tão apegada a ele, o que "estragou" um pouquinho o desenrolar dos fatos.  

Por isso as minhas expectativas para o livro não foram atendidas. Dos três, esse foi o que menos gostei. Achei legal a autora inserir novas criaturas, mesmo que elas não tenham aparecido tanto, e também o desfecho do mistério que ronda Jack desde o início da série. Porém esperava mais para o final da trilogia.

Claro que minhas considerações não tornaram o livro ruim, só não corresponderam ao que eu esperava. Como o segundo volume havia sido melhor do que o primeiro, pensei que iria acontecer o mesmo com este. De qualquer forma, a leitura foi divertida, a linguagem da Camila é bem leve e consegue te prender (quando você não está jogando o livro na parede com raiva da Melane :3). É uma leitura ótima para passar o tempo, principalmente se você gosta de fantasia. 



Espero que tenham gostado da resenha. 
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Beijinhos e nos vemos em breve!


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Resenha - Lua Azul e a Terra Paralela


Olá, pessoal! Ultimamente não estou acertando um dia de postagens, não é? Desculpa a dificuldade de manter a agenda, mas não estou conseguindo me dedicar tanto à leitura e demoro muito para acabar qualquer uma. Mas aqui está a resenha de um infanto-juvenil de uma autora aqui da minha cidade que eu queria ler há algum tempo. Espero que gostem! 


Lua Azul e a Terra Paralela - Leca Haine
Editora: Lua Azul
Páginas: 189
Nota: 3,5


A história de uma menina chamada Zelda, que leva uma vida normal até começar a receber alguns bilhetes misteriosos na caixa dos correios. O primeiro dos bilhetes diz – entre outras coisas - que “ um sinal surgirá no céu e, na praça dessa cidade, lhe será descortinado o véu”.
Uma vez na praça da cidade, Zelda olha para o céu e vê a lua azul, iluminando tudo ao redor. Ao reparar mais adiante, vê uma chave dourada a qual ela toca e atravessa um portal, indo parar numa outra dimensão: a Terra Paralela. Tem início aí uma aventura cheia de emoção e ação a cada capítulo!

Zelda é uma adolescente comum que mora com o pai e a irmã mais nova. Sua mãe, pelo que acreditava, morreu em seu último parto, deixando o pai sozinho com as duas crianças. Apenas isso a diferenciava das outras crianças normais, porque ela passou a vida inteira não sendo mais do que isso. Até receber uma carta suspeita com uma estranha ameaça escrita em versos.

Nossa protagonista então vê tudo o que acreditava sobre o passado de sua mãe ser colocado em cheque e passa a investigar a fundo o significado dos bilhetes e sua ligação com a progenitora. Os bilhetes eventualmente a fazem chegar em um novo universo, Constantyna, na Terra Paralela.

Lua Azul e a Terra Paralela é um livro infanto-juvenil, narrado em terceira pessoa, com o ponto de vista focado na Zelda. A linguagem é bem condizente ao público alvo, descomplicada e fluída. A autora não se prende muito nas descrições, mas mesmo assim o universo ficou bem construído.

O livro tem uma continuação e eu achei que a autora não soube dividir muito bem a história, já que não senti que a obra é completa em si só e precisa sim continuar a leitura para se ter um final. A parte fantástica da história também aparece lá pela metade da obra, o que eu achei que aconteceria antes, mas o suspense que a autora cria foi capaz de me manter presa às páginas.

Os personagens não são tão aprofundados, com a exceção da Zelda. Só achei que não foi muito condizente a mudança dela quando chegou no mundo invertido (o que a autora tratou como brincadeira não compreendida, mas pelas características das personagens eu não acredito que ela deixaria quieto depois de ter magoado alguém).

A leitura é rápida e o livro é cheio de mistério, misturado ao clima fantástico. Bastante indicado para crianças (até o início da adolescência, acredito), que com certeza irão se divertir com a leitura.

Sobre a edição: A diagramação é simples, mas atende ao seu propósito. No início de cada capítulo há uma imagem igual a da capa, o que eu achei que deu um charme ao livro. O que me incomodou foram alguns problemas com pontuações (principalmente travessões), mas tirando isso, não tiveram muitos outros na revisão.



Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar com o que acharam, curtir a página no facebook e compartilhar com os amigos.

Beijinhos e até!


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Resenha - Natasha


Olá, pessoal! Hoje venho trazer mais uma resenha de livro nacional. Este foi uma antiga indicação que sempre me deixou curiosa e agora finalmente posso dizer a vocês o que achei. Espero que gostem da resenha. 

Ah! Só lembrando que o blog tem um perfil no Instagram, se puderem, não deixem de seguir lá e indicá-lo aos amigos. 

Mas agora vamos ao que interessa:


Natasha - Flávia Andrade
Editora: Deuses
Páginas: 147
Nota: 3,5

Natasha sabia bem o que estava vivendo, ela reconhecia o ar ao seu redor, conhecia cada pétala de uma flor, não precisava consultar um calendário para ter certeza de que uma estação já se encerrava e outra iniciava. E assim ia mudando no ritmo da natureza, proporcionalmente. Em nosso último dia de primavera, eu lhe perguntei qual era a sua flor favorita. Natasha me respondeu que amava o jardim, o conjunto, a colocação de espécies uma rente à outra, aquilo que lhe fazia pulsar o coração. Seus sentimentos afloravam quando se guarnecia de cores. E foi então que compreendi porque todos os dias ela me pedia para levá-la na floricultura de minha mãe. Era lá que ela se renovava e por esse mesmo motivo que eu era capaz de ver seu sorriso reluzindo como se fosse um anjo. Natasha pertencia àquilo. 

O livro é narrado em primeira pessoa por Paulo (PJ), anos depois de sua juventude. No futuro, ele relembra a época em que conheceu Natasha, o amor de sua vida, e conta para o leitor as estações de seu relacionamento, ao mesmas estações de sua ex-namorada. 

Em pouco mais de 140 páginas, descobrimos como ambos se conheceram, vimos os altos e baixos e sua separação. A linguagem é bastante poética, o que torna a leitura menos fluida e rápida, mas é necessário para prestar atenção em todas as partes sem se perder nas digressões de PJ. 

Prefiro não falar muito sobre a história, já que ela não é totalmente linear, PJ conta muitas cenas esparsadas que descrevem a essência de sua musa inspiradora, que aos poucos vão mostrando as mudanças de Natasha (ou Fox, como PJ a chama). 

Os personagens me lembraram bastante as figurinhas que encontramos nos livros de João Verde John Green, aqueles jovens que sempre tem uma fala inteligente na ponta da língua e podem citar quatrocentos trechos de livros só para dizer que, sei lá, não está a fim de sair de casa. 

Achei bastante interessante a escrita da Flávia, é clara a inspiração que ela teve em clássicos da literatura romântica, o que tornou sua escrita algo poético, ao mesmo tempo que me fez detestar o PJ. 

Não que ele seja uma péssima pessoa, mas eu não sou muito romântica, e Paulo é tão o contrário de mim que seu sentimento chega quase a ser trágico. E o próprio personagem diz em alguma parte da história que muitos leitores não irão gostar dele por ser muito dramático e romântico, e, bem, eu não queria, mas me incluí nesse grupo. PJ é daquele tipo de pessoa que acha que só vai encontrar um amor em sua vida e irá morrer caso perca-o, ele idealiza demais Natasha, o que também estragou um pouco a personagem para mim. 

Mas claro, isso é uma opinião bem pessoal e com certeza muitos outros leitores irão gostar pelos motivos que me desagradaram. 

O livro é indicado para quem gosta desses personagens românticos e uma linguagem mais poética, não sei se quem não está acostumado com o estilo da escrita irá gostar, já que isso dificulta um pouco a fluidez da leitura, mas sempre é bom conhecer novos autores, não é mesmo? 

Sobre a edição: Eu particularmente não gosto muito das capas da Editora Deuses e essa achei uma das piores. No interior, a diagramação ficou boa, simples, mas que atende ao seu propósito. Que me lembro, não encontrei erros significativos na revisão. 


Sobre a autora

Flávia Andrade é sul mato grossense. Desde cedo teve a literatura como escapatória e seus primeiros rascunhos foram feitos em mesas escolares, em páginas de cadernos de matemática. Apaixonada por Machado de Assis, Charles Bukowski, MPB, fizeram dela um conjunto de todas as figuras de linguagem. Dando vida a personagens que têm sua essência, entretanto, outros nomes, histórias e amores.

Espero que tenham gostado da resenha! Não deixe de comentar aqui embaixo e compartilhar com os amigos. 

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Resenha - As Aparências Enganam


Olá, pessoal! Desculpa o sumiço, fiquei doente essas semanas e não tive como atualizar aqui. Mas aqui estou, antes tarde do que nunca! O livro que irei resenhar hoje é um chick-lit que me comprou pela capa (sim, eu sou dessas). Agora vamos pela resenha:



As Aparências Enganam - Janaina Rico, Liana Cupini
Editora: Qualis
Páginas: 144
Nota: 2,5
Luiza era uma loira sensual, bem resolvida e determinada, enquanto Isabel era uma morena pacata, que sonhava em ser dona de casa e ter filhos.
Luiza se dedicava ao seu trabalho e era muito ambiciosa, já Isabel só pensava em agradar seu noivo e planejava uma família.
O destino as uniu e agora elas vão perceber que a felicidade pode morar ao lado. Será que a grama do vizinho é realmente mais verde? Será que uma mudança radical poderá consertar todos os erros do passado?
Se a vida te oferecesse a chance de mudar, você aceitaria? Essas duas amigas toparam, e em uma nova cidade, terão a chance de recomeçar! Um livro sensível, sobre as dores e as alegrias de ser mulher.


As Aparências Enganam traz para o leitor a história de Luiza e Isabel, duas amigas de adolescência que se reencontram em um momento inusitado, onde ambas estão "fugindo" de suas realidades e buscando um tempo longe para conseguirem voltar aos eixos. 

Nossa história é narrada em primeira pessoa, intercalando partes narradas pela Isabel e partes narradas pela Luiza. Não temos muita descrição no decorrer das páginas, acredito que seja por conta do gênero, e as autoras focam bastante nos diálogos e na narração. Isso torna a leitura mais dinâmica e rápida e o livro que já é curtinho acaba em um estalar de dedos. 

As protagonistas são divertidas, bem aquelas que buscamos encontrar quando lemos algum chick-lit, mas confesso que não consegui me identificar com nenhuma delas, o que tornou a leitura menos proveitosa. Isso foi uma coisa bem pessoal, já que eu vejo o mundo de forma diferente das duas e muitas das ações delas eu totalmente repúdio. Mas a linguagem continua sendo divertida e boa para passar o tempo.

Agora o que mais me incomodou na leitura (e o motivo de ter dado uma nota baixa) foi a forma como os fatos se desenvolvem. Não achei muito crível os acontecimentos, os "segredos" e como as protagonistas evoluíram. Não sei se essa foi a intenção das autoras, mas tem partes que parecem tão impossíveis ou sem motivos que só me deixaram menos interessada pelo final. Senti como se as autoras não tivessem planejado a trama desde o primeiro momento e colocado algumas declarações só no fim para se tornar uma grande revelação, mas estas não se ligando com o que foi mostrado na história. É difícil acreditar em uma personagem que no fim se mostra outra pessoa, sendo que ela está narrando a história e o leitor está praticamente DENTRO DA CABEÇA DELA

Mas a leitura foi boa para passar o tempo, além de bem rapidinha. Acho que quem gosta do gênero irá aproveitar mais do que eu, já que chick-lit não está lá em cima da minha lista de gêneros favoritos. 

Sobre a edição: A capa é uma gracinha, como vocês devem ter notado. Adorei a ilustração e ela se encaixa perfeitamente à história. A fonte escolhida para o miolo não é uma das minhas favoritas, mas torna a leitura mais fácil. Acho que faltou uma revisão mais detalhada, já que achei muitos errinhos que poderiam ter sido corrigidos com uma breve passada de olhos. 

Espero que tenham gostado da resenha! Já conheciam o livro ou já leram alguma coisa das autoras? Comentem aí embaixo!

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Resenha - O Sol é Para Todos


O Sol é Para Todos é um daqueles livros que você provavelmente vai encontrar em todas as listas de "livros que você tem que ler antes de morrer". Ganhei meu exemplar de presente há algum tempo e só depois de tempos que consegui sentar para lê-lo. Espero que gostem da resenha.



O Sol é Para Todos - Harper Lee
Editora: José Olympio
Páginas: 364
Nota: 5

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird, no original), é narrado em primeira pessoa por Scout, uma garotinha de seis anos de idade que mora em uma pequena cidade onde todos se conhecem e a "ordem" das coisas é mantida. Scout mora com seu irmão, Jem, e seu pai, Atticus. Atticus tem uma forma diferente de ver as pessoas e, por mais que saiba que isso influenciará de forma negativa em sua imagem, decide aceitar defender o processo de um negro acusado de estuprar a filha de um homem da região. 

A história é toda sob o ponto de vista da criança, Scout é bastante impressionável e o tipo de garota que não leva desaforo para casa e resolve tudo com os punhos. É bastante ingênua em certos momentos, por não ter conhecimento mesmo, mas sempre aprende com o pai e tenta seguir seus ensinamentos (às vezes, né?). E essa voz que conhece pouco faz com que o leitor vá aprendendo junto a ela como funcionam as coisas em sua cidade, como as classes são separadas e como cada pessoa deve se "portar" só porque as pessoas falaram que é assim. 

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A linguagem é bastante fluída, não chegando a ser infantil, mas também acessível para diversas idades. Anos passam no decorrer da narração e podemos ver o amadurecimento dos personagens, principalmente do Jem, que se torna adolescente e começa a se parecer em certo ponto com o pai. O cotidiano na obra está tão presente, em outras palavras, a ambientação foi tão bem construída que o leitor se vê inserido nos anos 30, morando na casa de Atticus e tentando entender como que as pessoas da época pensavam (mesmo que para nós seja um retrocesso em muitos pontos). 

Contudo, assustadoramente, muita coisa é ainda atual como o tema principal do racismo e até a questão do vizinho das crianças, Arthur Radley. E por isso o livro ainda hoje é tão importante (sério, ele se passa em 1930, como que tem coisa que se repete em pleno século XXI?)

Gostei bastante dos questionamentos da Scout, aqueles bem típicos da infância, que mostra que as crianças não nascem corrompidas, a sociedade que tem o poder de corrompê-las. No decorrer das páginas somos constantemente colocados a frente de questões sobre bem e mal, sobre a opinião da sociedade e se ela é o correto a se acreditar, etc. 

É um livro divertido, que não cansa em nenhum minuto, mas que passa uma mensagem valiosa e te faz ficar encarando o teto depois que acaba de ler. 

Indicado para todos os leitores e com certeza ainda é uma leitura indispensável.

Sobre a edição: Eu não conhecia esse selo da Record, mas já posso dizer que gostei muito. A capa tem um toque aveludado e é fácil de manipular. As páginas são amareladas, com uma diagramação simples, que permite uma leitura confortável. A única coisa que me incomodou é que em algumas partes do livro teve alguns problemas na impressão, seja porque ficou faltando pedações de palavras ou tinha manchinhas... Mas nada que tenha atrapalhado tanto. 


Sobre a autora

Harper Lee foi uma escritora estadunidense, filha de uma dona de casa e de um advogado. Seu primeiro livro, O Sol é Para todos (em inglês: To Kill A Mockingbird) publicado em 1960, foi um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna. A obra ganhou o prêmio Pulitzer e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962.
O romance é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela tinha 10 anos de idade. A obra foi eleita pelo Librarian Journal como o melhor romance do século XX e está na lista de 100 melhores livros feita pela BBC.

Espero que tenham gostado da resenha! Já conheciam o livro? Pretendem lê-lo ou já leram? Não esqueçam de comentar aqui embaixo.

Beijinhos e até! ♥
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Resenha - Ninho de Fogo - Coração de Escamas (Volume #2)



Olá, pessoal! Como vocês estão? 

Há pouco tempo trouxe para vocês a resenha de Ninho de Fogo - A Mestiça, primeiro livro da Trilogia Ninho de Fogo da Camila Deus Dará. Hoje vou falar um pouco sobre o que achei do segundo volume da série!

Se não leu a resenha do primeiro volume, pode conferi-la aqui


Coração de Escamas - Trilogia Ninho de Fogo - Camila Deus Dará
Editora: Pendragon
Páginas: 260
Nota: 3,5



O mundo que Melane conhecia não existe mais. Fadas, sereias e dragões fazem parte de sua realidade agora. A mestiça conseguiu libertar seu povo da maldição e da fome, mas o perigo ainda não acabou. Pedrus continua solto e somente ela poderá descobrir onde encontrá-lo. Esta parte da jornada não será fácil e Melane nem imagina todas as dificuldades e desafios que terá que enfrentar. Laços fortes de amizade, amor, traição, corações partidos, batalhas, sangue e morte, é isso que te espera nesta nova etapa de Ninho de Fogo!



Voltamos para Ninho de Fogo. Nesse segundo volume, vemos que todos estão em uma busca incansável por Pedrus, o mestiço responsável por colocar a maldição no reino, para acabar de uma vez por toda com a ameça sobre o reino. As buscas não tem sucesso a princípio e aos poucos vão se tornando mais pontuais. Melane é afastada pelo avô dessa confusão toda, já que temem que a herdeira possa se machucar de alguma forma. Mas claro que nossa protagonista não ia ficar sentada de braços cruzados e resolve investigar por si mesma. 

Todos os personagens do volume anterior estão nesse segundo e somos apresentados a uns poucos novos. Achei uma escolha acertada da autora não trazer tanto personagem novo para o segundo volume, para poder trabalhar os que já tem. 

A história continua sendo narrada em primeira pessoa, a grande parte dos capítulos por Melane. Nesse volume, Camila decidiu não colocar tantos capítulos narrados por Jack como no anterior, que foi algo que antes me incomodou um pouco. Mas aqui está bem melhor, já que os comentários do rapaz se tornam pontuais e em momentos chave. 

Assim como no primeiro livro, a história foca MUITO na vida amorosa de Melane e em suas escolhas, deixando a parte que, para mim, seria principal para o final. Pensei que nesse a autora fosse desenvolver melhor o que se referia a busca a Pedrus e toda a parte fantástica da história, mas não. Mesmo que tenha tido uma evolução do volume anterior, ainda senti que a trama se desvirtuou um pouco, deixando em segundo plano o que era a motivação para esse novo livro. 

Gostei bastante do personagem Sam, da ligação dele com a princesa e de certa forma até do ocorrido no final do livro. Acho que de todos, o personagem que menos gosto é David e até entendo a amizade dele com a Melane, mas queria que o personagem dele aparecesse mais e fosse melhor trabalhado para eu ter alguma empatia...

Como eu tinha esperado no final do volume 1, a autora trabalho mais em Coração de Escamas sobre as criaturas de Ninho de Fogo, trazendo algumas explicações e nos aproximando de espécies que parecia improvável no livro 1. 

Achei que Camila progrediu muito nesse segundo livro, mesmo que ainda sinta que tem que prender os olhos no que é o principal (ou é o relacionamento da Mel, ou é salvar o reino) e ver os pesos da subtrama.

Coração de Escamas foi uma leitura melhor do que do primeiro volume e espero que o nível continue aumentando para o terceiro. Continuou sendo uma leitura divertida e rápida, e o final me deixou curiosa para a terceira parte. Então podem esperar que em breve teremos resenha de Isso Não É Neve aqui no blog. 

Para quem se interessou e leu o primeiro volume, o segundo é mais do que recomendado, principalmente pela evolução da autora. E claro, dragões nunca perdem a graça. 


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Espero que tenham gostado da resenha. Não deixem de comentar com o que acharam do livro, se já conheciam e se pretendem ler no futuro.

Beijinhos e até a próxima!

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