Caída no chão


Caída no chão.
Você sempre me encontra assim:
Caída no chão.
Seus olhos descem,
Queimando.
Envolvem-me como sempre.
E eu continuo lá,
Rolando para um lado,
Rolando para o outro.
“Quem é você?”
Eu indagava.
Choro. Choro. Choro.
“Não tenho nome.
Não tenho nome”
Não é sua voz,
É a minha.
Choro. Choro. Choro.
“Quem é você?”
Eu perguntava mais uma vez.
Choro. Choro. Choro.
“Não tenho nome.
Nunca tive nome.”
Eu mesma respondia
E minha voz se findava,
Vagarosamente,
Sufocada pelo silêncio

De seus olhos omissos.

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