Gwendully

Um concept "antigo", uma história que talvez eu continue algum dia (rsrs). Esse é diferente da versão que eu coloquei no Royal. (Imagem: wikipedia)



Hansy bateu com força a porta. Eu não iria me virar, não queria ver seus olhos transbordados de ódio. Arrumei meu corpo sobre a cadeira e encarei a janela.
– Está com medo de mim, irmãzinha?– Ele gargalhou alto.– Olhe para mim, Gwendully.
– Não sou obrigada a fazer o que você quer.– Falei firme.
– Eu sou o seu rei. Você tem que me obedecer.
– Obedecer a você? Você não manda em mim e nunca irá mandar.
– Acha que eu herdaria o reino se não fosse para ser obedecido?
– Não, você recebeu o reino por ser o mais velho. Papai pensava que você seria um bom rei, o que você não está sendo. Você nunca vai honrar papai.– Bati com força no tampo da mesa.
– Honra? Depois de tudo que ele me fez passar ainda acha que quero honrá-lo? Você é muito ingênua. Por isso ninguém sabe de sua existência. – Ele parecia achar engraçada minha raiva.
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Without you

Baseada na música "Without you" da AOA. Postada anteriormente aqui. (Imagem: google)

Cho estava sentada na sacada. Observava o sol da manhã. Era um dia lindo, não estava tão quente, mas também não tão frio; a rua erma exalava aquele delicioso cheiro do fim de semana. Mas Cho não estava tão bem como o dia. Seus olhos estavam encharcados. Carregava a carta aberta entre os dedos.
–Você não pode ter ido embora. –Ela passou a unha comprida sobre o relevo da escrita. –Por que faria isso?
O telefone tocou. Ela se levantou assustada e foi atendê-lo. Encostou os longos dedos sobre o fone azulado. Ficou escutando o toque estridente por algum tempo antes de puxar o gancho.

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A noite

Postada anteriormente no Royal e no Nyah. Foi baseada em uma "piada interna" entre minhas amigas. (Imagem: google)


Passava-se das duas da tarde. Felippe estava sentado em um banco escolhido a esmo, lia um livro grosso de aparência velha e surrada. Seu cabelo negro balançava apaticamente por causa do vento leve. Seus olhos castanhos devoravam palavra por palavra com um prazer imenso. A boca de lábios rosados mantinha-se entre-aberta, murmurando de vez em quando algumas palavras que lia.
Deixou suas páginas amarelas por alguns segundos para arrumar o cabelo. Rodou os olhos curiosos pelo ambiente ao ar livre e deitou o olhar em cima de uma pessoa que passava por ali naquele instante. Uma garota.
Seu nome era Juliana, tinha os cabelos negros alisados até a altura dos seios, os olhos amendoados por trás dos óculos de armação quadrada, a pele morena e o corpo esguio. Bonita seria a palavra que ele descreveria ela a alguns dias atrás, mas naquele instante ele só conseguiu pensar na noite do dia anterior.
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Fotografia

Fotografia é algo que sempre me encantou (não tirar fotos em si, mas retratar o momento sob determinada luz, congelar um momento perfeito... e essas coisas que os fotógrafos fazem) e agora eu estou dando uma de fotógrafa. Eu falo "dando uma de" por fazer isso por hobby mesmo, não quero trabalhar com isso, só quero melhorar minhas fotografias para conseguir retratar o que eu quiser =3.
Mas então: minha câmera não é profissional (só minha mãe tem uma e ela é muito chata) e eu estou começando. O que estão achando? 
Podem ver mais no meu Flickr
(Obs: as fotos passaram por um editor)


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Eleanor

Apenas uma ideia para uma nova história. O que acharam? (Imagem: We heart it)



 As luzes da rua estavam acessas, mas iluminavam pessimamente o lugar. Passavam-se da meia-noite e a rua não estava vazia como de costume. Um grupo de quatro homens vestidos de preto ocupava-se em espancar uma criatura que se encurvava no chão e soltava gritos altos de dor.
Não eram apenas eles que estavam acordados. Uma moça observava o funesto episódio sentada no parapeito de uma janela bem perto do grupo. Os rapazes seriam bem capazes de vê-la se a iluminação não fosse tão precária. Sua saia de marrom subia um pouco e, mesmo antes sendo um pouco abaixo dos joelhos, deixava visível quase toda a perna alva da moça. Ela abraçava a própria cintura mesmo ficando incomodada com o espartilho apertado.
“Vão… Acabem logo com isso.” Mordeu o lábio inferior. Estudava as figuras negras, de cartolas achatadas com detalhes em metal. Elas não sentiam nada, nenhum pingo de remorso, estavam gostando.
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Como a noite

Postado anteriormente em "My poetry" . Espero que gostem (e entendam o poema...). Deixem um comentário com o que acharam =) (Imagem: We Heart It)




Eu era como a noite,
Silenciosa e sedutora.
Alguns passavam sem me notar,
Outros paravam e suspiravam.

Eu merecia aquilo tudo

Merecia por tudo o que fui

E alguns não notavam,
A maioria sim.

Eu era como a noite,

Me sentia como a noite.
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A Vitrola


A vitrola tocava uma música triste. O por do sol coloria a janela baça. O quarto estava escuro, mesmo com a luz do céu. Dentro tudo parecia ter sido pintado delicadamente de preto e branco. 

A mulher sentada na cama bagunçada olhava a janela. Esperava o sol se por totalmente, sabia que o esposo chegaria aquela hora.

Quando a luz se tornou trevas, a porta se abriu. O homem caminhou trôpego até a cama e jogou a maleta ao lado da mulher.

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