Velha e Vazia



Não tinha ninguém na sala.
Acho que nunca teve alguém.
Era sempre o mesmo vazio.

E o que aquele vazio significava para mim àquela manhã,
Nem minha mente poderia descrever.
Poderia estar feliz por finalmente ter dado fim
A toda confusão que um dia chamei de vida.

Mas não estava.

Não pense que eu esteja morta,
Acho que nunca vivi,
De modo que não podia aceitar a morte
Como qualquer outra pessoa.

E por mais que tudo tivesse acabado há algumas horas
E a velha sala permanecesse velha e vazia
Eu não estava feliz por também me sentir velha e vazia.

Não tinha ninguém para agarrar minhas mãos.

Para aliviar a solidão.

E sempre fora assim, só que eu nunca quis ver.
Nunca teve ninguém na velha sala.
Nunca teve alguém segurando minhas velhas mãos.

E mesmo quando tudo acabou, lá estava eu,

Sozinha.

Eu já deveria ter me acostumado àquilo.
Ter me acostumado que era só eu.
Que ninguém se importaria.

Que nunca teve alguém.
~Cartaen
(Imagem)
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E o que seu amigo seria...?

Eu e a Cartaen (como criancinhas lindas que somos), estávamos brincando no Twitter de "O que ela seria...?". E como eu sou uma ótima amiga, tenho que fazer uma postagem aqui no blog *risada do mal*.
O jogo consiste em dizer o que sua amiga/amigo seria se fosse em... (o tema é escolhido pelas partes).  Os comentários extras foram feitos por mim (Candy).
Vocês concordam com o que achamos de cada uma? Deixem um comentário.

Pergunta 1: Se sua amiga morasse em um período medieval, o que ela seria?
Minha resposta: A Cartaen seria uma Arlequim.
Um arlequim é um personagem da commedia del'arte. Não tenho certeza se é do período medieval, mas me lembra muito os bobos da corte, então é isso ai. Eu acho que a Cartaen seria uma porque ela me lembra muito a Harley Quinn (kkkkk).
A resposta da Cartaen: A Nane seria uma camponesa (pessoa bem direta essa).

Quando alguém fala sobre camponeses eu só me lembro da Cinderela de Cinderela para Sempre. E pode ser estranho eu "gostar" de ser uma pessoa que não podia nem pensar (não tinham o que pensar na verdade), mas eu adoro a vida simples dos camponeses (menos o trabalho... trabalho é chato...).

Pergunta 2: Se sua amiga fosse uma dançarina, ela seria dançarina de que?
A resposta da Cartaen: A Nane seria uma dançarina de Pole dance. (WTF?)

Eu não tenho tanta força nas coxas assim não. Rsrsrs. Mas deve ser legal saber dançar isso... Daria para fazer cover da After school.

 Minha resposta: A Cartaen seria dançarina de lambada (a dança proibida) isso seria engraçado levando em conta que ela é tímida para caramba e o máximo que dança é a dança do dedinho...

Pergunta 3:  Se sua amiga fosse um gato, qual ela seria?
Minha resposta: A Cartaen seria uma Pixie-Bob. Porque eles são fofinhos e a Cartaen é fofinha... E dá vontade de apertar até a cabeça sair...

A resposta da Cartaen: A Nane seria igual a esse gato: 


(Não pensem que eu sou sempre tão mal humorada, eu sou gente boa às vezes - Juro...) Mas ele é fofinho, não é? *-*

Pergunta 4: Se sua amiga fosse uma princesa da Disney, qual ela seria?
Minha resposta: A Cartaen seria (sim, eu pulei a vez da Cartaen muahahaha) a Mulan (que não é uma princesa, mas é uma princesa da Disney). Porque eu amo a Mulan e as duas são asiáticas e são lindas e maravilhosas *-*  Aqui está o elogio que você pediu, Cartaen (kkkk Zoa).

A resposta da Cartaen: A Nane seria a Merida. 
Eu acho que é porque eu... Bem... Eu devo fazer as coisas sem pensar como ela... Não sei, não sei. Uma pergunta para a Cartaen.


Pergunta 5: Se a sua amiga fosse uma figura mitológica/fantástica, qual ela seria?
A resposta da Cartaen: A Nane seria uma bruxa.
Porque, né? Bruxas divam. Rsrs

Minha resposta: A Cartaen seria uma Dríade. Dríades são ninfas associadas aos carvalhos (meu sobre nome rsrs). E elas são lindas, quem não gostaria de ser uma ninfa?


Espero que tenham gostado, deixem um comentário com a opinião de vocês.
Beijos e até.
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Concrete Angel e Dolls


Como disse em meu post sobre Dolls, minha ideia quando comecei escrever a história era representar a vida de garotas que sofriam abusos (a princípio em casa, mas depois decidi ser um pouco mais radical e agrupar mais temas).
Minha primeira inspiração foi a música Concrete Angel da Martina Mcbride (que com certeza está na minha top 10 músicas favoritas).


She walks to school with the lunch she packed
Nobody knows what she's holding back
wearing the same dress she wore yesterday
She hides the bruises with linen and lace
The teacher wonders but she doesn't ask
It's hard to see the pain behind the mask
Bearing the burden of a secret storm
Sometimes she wishes she was never born
Through the wind and the rain
She stands hard as a stone
In a world that she can't rise above
But her dreams give her wings
And she flies to a place where she's loved
Concrete Angel




O assunto do vídeo clip é crianças que sofrem abusos dos pais e como elas levam a vida e as pessoas a veem – e não fazem nada (eu resumo tão bem as coisas que me dá até dó de quem lê rsrs). Eu acho essa música linda e a voz da Martina contribuiu para criar ainda mais a atmosfera, eu me emociono com o vídeo (não só com o vídeo em si, mas pensar que existem crianças que sofrem abusos e outras coisas tão piores…), sinto os pelos se arrepiarem com a música e às vezes me pego com algumas lágrimas umedecendo meu rosto. Espero que gostem do vídeo/música o tanto que eu gosto – sim, é depressivo, mas esse é o propósito.


E Dolls é isso, antes mesmo de começar a ler, dando apenas uma espiadinha na música já dá para entender o que eu vou mostrar. Não se trata só de Yuri (o que muita gente pensa quando lê os avisos da história), eu queria retratar as pessoas, as dores, os sorrisos, as amizades, os amores – sendo eles entre pessoas do mesmo sexo ou não.

Estou adiantando a história então vou parar por aqui. Espero mesmo que tenham gostado da música e até o próximo post.
Beijocas e até. 
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A Governanta - capítulo extra (Sam+ Liza) 18+


Cumprindo a minha promessa feita a Niko e a Cartaen, aqui está um extra para a história A Governanta. Não está muito bom (1- eu não imagino – muito – as duas assim, então não tive tanta criatividade para a cena; 2- eu não sou muito fã de sexo explícito). Porém, espero que gostem e não deixem de comentar =). (Obs: Cena imaginária, o “romance” das duas não se encontra da história – só caso alguém não tenha entendido; Obs2: CONTÉM YURI - GAROTA + GAROTA, SE NÃO GOSTA, NÃO LEIA ;) ).

E aqui vamos nós:
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Dolls - Parte I


Tem algum tempo que eu tive a ideia para Dolls. O primeiro capítulo foi postado no Nyah! Fanfiction no dia 18/07/2012 (na primeira postagem, já que eu apaguei a fic e repostei). A minha ideia a princípio era mostrar a vida de duas meninas que sofriam abusos em casa, o que não mudou muito, mas eu adicionei outros temas e mudei a idade delas.

Mas, mesmo tendo a ideia inicial, eu não sabia como continuar a história. E por isso as coisas tomaram um novo rumo. 

A parte I de Dolls é baseada na amizade entre Edeline e Jackie, são garotas normais com vidas nada normais. Nessa parte eu quero explicar melhor cada personagem, mostrar os medos, gostos, etc. (Provavelmente será uma parte mais devagar…).

E claro que nisso conheceremos um pouco do passado e presente de cada uma delas (eu gosto muito do presente delas, mas algumas coisas do passado são importantes para explicar o comportamento de cada uma). E iremos ver a amizade delas crescendo cada vez mais.

No momento não tem muita coisa pronta, mas eu sei como quero terminar e algumas partes que pretendo colocar para seguir a reta dos meus pensamentos.

Eu não tinha muitas ideias para Dolls, mas agora eu tenho MUITAS (tantas que nem sei como colocar todas xD rsrs).

Essa é a introdução da parte I =) espero tenham gostado e leiam a história. 

Beeeeeeeeijocas.

~A. S. Victorian
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Dylan


Eu achei que o Dylan merecia mais história. Eu pouco foquei nele e o personagem ficou mais do que secundário (que eu não queria que tivesse acontecido). Antes de lerem lembrem-se: ele é um metamorfo; Miguel lê mentes; eu sou um pouco má de mais (muahaha muahahaha). Espero que gostem. Deixem um comentário com a opinião de vocês ;D.

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Pensamentos

Às vezes eu me perguntava para que eu existia nesse mundo. Sabe… Eu nunca fui boa em nada, eu nunca fui importante para ninguém. Eu sempre me senti vazia, como se estivesse apenas levando a vida com a barriga e esperando o momento (talvez não tão triste) de minha morte.

Pode parecer bem estranho esses pensamentos, talvez até um tanto quanto suicidas, mas era daquele jeito que a vida ia andando. Não sei se algum dia alguém irá me entender e também não sei se quero ser entendida. Às vezes eu só coloco algumas palavras (nem tanto) aleatórias no papel, alguns pensamentos conturbados, algumas lágrimas e sorrisos. Não sei se alguém deveria tentar entender.

Voltando ao que penso de minha vida (ou pensava, não sei ao certo). Por mais que eu ache que esteja vivendo um nada e seja difícil de achar razões para continuar caminhando, eu continuo. Acho que muitas pessoas devem se sentir vazias, não é mesmo? Muitas pessoas devem gastar dinheiro, comer, namorar, fazer os outros se sentirem mal, fazer os outros se sentirem bem, rezar… Só para pensar que tem algo em sua vida. Pensar que nada é perda de tempo. Mas… E quando tudo se for e você se encontrar sozinha em seu quarto, só você e as paredes escuras de sua mente? O que se deve fazer para afastar todos os ruídos dos fantasmas que insistem em dizer que sua vida é apenas uma perda de tempo?

O que fazer quando as coisas que sempre lhe deixam felizes não existem mais? Às vezes elas se perdem ou nós nos perdemos (e encontrar o caminho de volta é um desafio às vezes doloroso, às vezes restaurador).

E acho que era isso que tanto me incomodava. O porquê de eu sempre está tão vazia. Eu buscava todos os dias coisas que me fizessem sorrir, mas então eu pensava de mais e chegava à conclusão que não era aquilo que queria ou que tudo era apenas uma ilusão. Pensar talvez fosse o problema… Ou parte dele… Ou um caminho para a solução. Não sei…

Mas eu penso muito sobre tudo, sabe? Não sobre as coisas banais como “que-roupa-vestir-amanhã” (sério, eu odeio isso), mas coisas que eu sinto que são importantes.

O que faz uma pessoa feliz? O que nos faz continuar andando? Por que as pessoas são tão maldosas algumas vezes e outras não? Por que todos são tão diferentes? Por que existem religiões tão diferentes e que na maioria das vezes só fazem se odiar?

Acho que essas perguntas me deixam ainda mais vazia. Eu não busco respostas concretas, já que muitas perguntas não foram feitas para terem respostas. Eu busco novos pensamentos, coisas que agreguem valor à minha vida.

Já deve estar parecendo um papo muito filosófico, mas como eu disse, eu escrevo as coisas que penso… Sinto. Mas provavelmente você deve estar pensando onde vou parar com tanto blá-blá-blá. Não sei ao certo. Vou pular logo para o que eu queria dizer.

Por mais que eu me sinta vazia, que ache que a vida não tenha sentido, que as pessoas não me amam ou qualquer coisa do gênero, eu continuo vivendo. Não porque eu quero que apareça algo importante para eu sentir que fiz algo, mas para fazer as coisas aparecerem e quando estiver perto de minha morte sentir que pelo menos um pouco de minha vida eu aproveitei com todo o coração. Não quero ser daquele tipo de pessoa que passa sua vida apenas se dedicando a algo e no fim percebe que não era aquilo que queria. Eu não sou boa em nada, mas quero fazer de tudo e tentar dar o meu melhor, porque mesmo que eu não consiga me encontrar em nada, pelo menos vou saber que tentei de tudo e não deixei que as coisas passassem por mim sem terem algum sentindo.

Por mais que depois eu seja considerada estranha (não que agora eu não seja), por mais que eu não fique satisfeita com nada, eu terei vivido feliz por ter batalhado a cada instante por uma razão. E mesmo que essa razão nunca apareça, eu estarei feliz por ter um motivo para continuar vivendo e não desistir tão facilmente da vida.

Provavelmente você não deve ter entendido nada… Ou deve estar se perguntando porque perdeu seu tempo lendo isso… Mas uma coisa eu sei, eu não sinto que perdi meu tempo escrevendo.

Obrigada por ler.

~A. S. Victorian
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