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Nossos Olhos


As pessoas enxergam o que está ao alcance de suas mãos. Como um dia eu esperei mais? Cometendo o mesmo erro: vendo apenas com meus olhos.

Eu não entendo muito tudo isso, mas busco melhorar o que meus olhos conseguem ver. Nunca estive em diferentes faces da moeda, nunca preferi "isso àquilo", nunca nem ao menos parei para me indagar como as pessoas pensariam sobre minhas tão malucas formas de pensar.

Era muito ingênua em inúmeras questões até meus olhos serem abertos com força e eu ter que encarar a realidade de outro jeito. E ela sempre havia estado ali daquela maneira? Como eu nunca tinha parado para colocar o que me afligia para fora e buscado encontrar pessoas que pensassem da mesma forma? Como eu fui cega de viver em um mundo de fantasias, quando meu próprio universo precisava de um herói? Não um herói. Centenas deles. 

O que eu construí para mim vai ruindo aos poucos. As marcas de meus passos parecem não fazer mais diferença por onde eu passei, já que só são importantes para mim. E por mais que eu continue me treinando para ver o mundo de uma nova forma, as pessoas continuam as mesmas. No que isso muda? Em nada muda. Eu ainda me sinto acorrentada, querendo sair voando pela janela e conhecendo mundos novos e vivendo minhas ideias sem que me impeçam. E ora se eles não me impedem. Todos influenciam em algo. Mesmo que com seus olhos fixos em alguma coisa que não me faz mais respeito. 

O mundo está mudando. As pessoas não são mais as mesmas, mas umas insistem em continuar enxergando apenas o que está ao alcance de suas mãos. Prendendo todos aqueles que pensam e sentem diferente. Uma pena. 
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Pelos = Feminilidade


Pelos. O assunto polêmico (mesmo eu não entendendo o porquê de ser). Todos os dias vemos na televisão, nos anúncios do youtube, na rua, em qualquer lugar que você vá, propagandas de qual é a melhor lâmina para tal coisa, depilação-não-sei-o-que e uma gama de produtos que prometem tirar os pelinhos e deixar todo mundo com a carinha de princesa (?). 

Mas qual o problema com os pelinhos? O que eles fizeram de tão ruim para a sociedade? Todo dia nós - mulheres - ouvimos que precisamos estar depiladas, frases ditas seja pelos nosso pais, seja pelos nossos amantes, seja pelas nossas amigas, seja pelas propagandas, seja por pessoas que nem conhecemos, mas nos influenciam. E até que ponto esse batalhão de gente está certo?

Eu já ouvi de tudo: "É questão de higiene.", "Ninguém merece ver isso.", "Inadmissível ficar com buso.", "Isso é descuido."... (*Inclua as frases que você já ouviu aqui*)

Sério isso? Bem, eu tenho um irmão gêmeo. Nós crescemos juntos e vivemos juntos, e eu NUNCA escutei ninguém falando para ele depilar as axilas porque pelo ali é falta de higiene ou descuido. Mas eu não, porque sou mulher tenho que me depilar. E não é só por ser "falta de higiene", mas porque eu TENHO que me preocupar com o que as pessoas que estão na rua vão pensar se verem minhas pernas peludas ou minhas axilas com pelos. 

Percebem o problema disso? As mulheres são vistas como um artigo para os outros. As mulheres tem que se arrumar para os outros. As mulheres devem estar sempre depiladas e cheirosas para os outros

"Mas Candy, não venha me dizer que você é uma daquelas feminazis que acham que as mulheres não devam se depilar porque isso é imposição da sociedade." Olha, você me perdeu na parte do "feminazis". Não compare o feminismo ao nazismo. Sério, só não. Segundo, eu sigo sim muitos ideais feministas (mesmo não gostando tanto de me colocar dentro de grupos - no geral). E acho que a mulher deva fazer o que gosta.

Se você quer se depilar por gostar disso, vai em frente, seja feliz. Se você se acha forte ou se sente bem quando se depila, ótimo. Porém, o que normalmente acontece é que elas abdicam de fazer o que gostam por causa disso. "Minha perna está peluda e eu não tenho tempo para fazê-la, não vou sair com a saia que eu gosto nesse calor de rachar porque vão ficar olhando para elas." Eu acho isso tão errado. As mulheres tem que fazer o que quiserem para si mesma. E daí que tem pelos nas suas pernas? Desde quando isso é crime? Coloque sua saia e vai ser feliz!

[Obs: eu sei que muitos de vocês vão dizer que "gostar de se depilar" é algo passado pela sociedade/mídia. E se for? A pessoa não pode se sentir bem fazendo isso? Isso sempre é uma forma de repressão mesmo quando a pessoa gosta e faz por achar que fica melhor assim?]

As pessoas têm pelos e isso não é errado. Mostrar seus pelos não é errado. Ser feliz com eles não é errado! 

Quando as pessoas veem um rapaz com barba, pelo no peito e nas pernas, normalmente ligam automaticamente aquilo a masculinidade. Mulheres com pelos deveriam ser vistas do mesmo jeito, sabe porque? Porque elas são felizes do jeito que são sem se importar com o que os outros vão pensar. Elas são felizes se aceitando. Elas sabem que seu corpo não é errado e o que vem dele também não. Elas são donas de si.

Pelos também é igual a feminidade

[Obs2: Eu fui procurar na internet um sinônimo de feminilidade e encontrei "frivolidade" (praticamente a mesma coisa que futilidade). Enquanto um sinônimo para masculinidade é "virilidade" (que praticamente significa esforço, coragem e força). - Vou deixar vocês pensarem sozinhos sobre o assunto.]

Por um mundo em que cada um seja feliz do seu jeito e que as pessoas parem de se importar com o que os outros gostam ou não, deixem ou não de fazer. 

Por hoje é só, pessoal. Espero que tenham gostado da postagem. Não esquecem de deixarem um comentário com suas opiniões. :) Beijocas e até mais.
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Autores, leitores e críticas



Olá, meus docinhos! Como estão?

Não sei se vocês lembram de uma postagem que fiz já há algum tempo onde falei sobre críticas e guilty pleasure? Pois voltei para falar novamente sobre críticas, mas dessa vez introduzindo o assunto "novos autores da Literatura Brasileira e seus fãs (e haters -?)". 

Faz alguns meses que eu conheci a plataforma do wattpad e com ela, muitos novos autores que estão buscando entrar no mercado literário. Com o crescimento do site no Brasil, muitos autores conseguiram uma certa fama com seus livros, seja por causa de gêneros específicos, seja pela qualidade das obras (uma coisa não necessariamente exclui a outra, mas muitas vezes não estão juntas). Isso fez também com que pessoas das mais variadas idades e cidades do país mostrassem sua paixão por escrever, ou qualquer coisa que a tivesse motivado no momento.

Com o aumento do número de obras e a popularização dos romances "HOT", novas editoras surgiram e com elas, mais chances de realizar o sonho de publicar seu livro.

Hoje não quero falar sobre qualidade literária, nem mercado x arte, mas sim do modo como esses novos autores e leitores se entendem com críticas.

Como muitas pessoas entraram no mundo da escrita, muitas visões diferentes apareceram junto, porque, claro, ninguém é igual. Porém, há algumas coisas que eu não entendo muito bem: o problema de todo mundo com as críticas.
Autores

Em uma época que tudo que seja "contra" alguém é tomado como "recalque", muitos autores parecem acreditar que críticas negativas são apenas uma picuinha do leitor/resenhista. Claro que receber uma crítica negativa deixa bastante para baixo, e se eu falasse o contrário nem deveria estar escrevendo sobre isso, porém os autores devem aprender a entendê-las e saber se são aceitáveis ou não.

Quando se escreve um livro, não é apenas uma ideia que está no papel, é uma vida, suor, lágrimas... E saber que esse trabalho duro não é tão "perfeito" quanto se imaginava é um verdadeiro baque. Por isso muitas vezes os autores ficam na defensiva, retorquindo com críticas (até mesmo infantis) contra quem não gostou de algo em seu livro. 

Eu, como todos os outros autores, me magoou quando recebo críticas negativas, mas também me alegro quando elas são construtivas. Um personagem não muito bem desenvolvido? Uma descrição demasiadamente lenta ou desnecessária? Diálogos inútes ou erros na trama? Muitas vezes o autor não nota os erros dentro do texto e muitos de seus leitores (a maioria que só comenta "muito bom, gostei") não costumam apontar esse tipo de erro, então para o autor, está tudo ótimo e eles não tem com o que se preocupar. Isso às vezes é reforçado pela editora que muitas vezes se interessa apenas pelo sucesso da obra na internet e não busca ter uma visão mais crítica.

Isso faz com que autores novos nesse mercado, ou pessoas que nunca se deram muito bem com críticas, passem a vê-las totalmente como algo ruim ou errado. Como alguém pode me dizer que tem um erro no meu bebê se 100k pessoas disseram que gostaram e que está perfeito? Essa pessoa deve estar fazendo isso por inveja, recalque, por não saber pelo que eu passei na hora de escrever a obra, não sabe como coloquei vida nos personagens, etc, etc. 

No momento que se recebe uma crítica negativa, as primeiras, segundas, terceiras... O autor deve parar, respirar fundo, reler e pensar: isso me ajuda em algo? Claro que existem críticas que estão lá apenas para jogarem alguém no chão e pisar em cima, ou que apenas representa uma opinião não muito aprofundada ("Não gostei." - ok, uma pena, seja feliz na vida). Mas se tem algo que possa ser útil, o autor TEM que parar e refletir sobre aquilo. Será que isso realmente aconteceu e eu não vi? Será que isso melhoraria meu texto em algo? Acho que ele leu diferente do que eu imaginei; Etc, etc.

Contudo, muitos autores não fazem isso e preferem apenas atacar o leitor, resenhista, blogueiro, como se todos tivessem que gostar ou entender a obra da mesma forma do autor. Não é bem assim, ninguém é igual e não será 100% dos leitores que irão gostar. As pessoas podem entender de um jeito diferente, ou encontrar algo que não ficou tão legal e merece ser repensado (ou não, vai que você queria que fosse assim mesmo, não é?).

Leitores/ fãs

Falando do fundo do meu coração, uma coisa que eu detesto é quando um autor critica a crítica negativa no facebook e aparece uma montoeira de "leitores-fãs" para atacar também a pessoa que não gostou. 

Quando alguém não gosta de algo que amamos, é difícil de aceitar. Mas todo mundo tem o direito de ter sua opinião e não gostar de algo. Não adianta de nada xingar ou criticar uma crítica negativa. Isso se torna uma atitude infantil e só diminui a credibilidade do leitor e autor (sério, imagina um leitor seu chegar e xingar todos os blogueiros que não gostaram de seu livro só porque a pessoa teve uma opinião contrária. O que as pessoas vão pensar das criaturas que leem seus livros?)

Críticas negativas construtivas fazem todo mundo crescer, até os leitores. Se você viu uma crítica negativa, pare, leia, pense se aquela pessoa não viu algo que você não viu. Se mesmo assim você não concordar com a opinião do outro, comente educadamente mostrando porque acha que ele está errado ou porque você não concorda. Todo mundo aprende e cresce juntos! :D

Críticos/ Resenhistas/ Blogueiros/ ...

Outra coisa que tenho que concordar com alguns autores é a falta de tato de quem critica. Não gostou? Tudo bem, mas lembre-se que quem escreveu é um ser humano com sentimentos. Medir as palavras não mata ninguém e ajuda a sua crítica ser melhor aceita.

Mas A. S., os autores têm é que receberem um tapa na cara mesmo, porque a vida é difícil e nem todo mundo vai ter tato. É melhor ele levar um empurrão logo no início que já aprende de uma vez e bla bla bla.

Bem, você brigaria com uma criança quando ela está aprendendo uma palavra e não sabe usá-la direito? (se sua resposta for sim, você é uma pessoa muito má) É a mesma ideia. Os autores irão melhorar com o tempo e a ajuda de todos, não adianta jogá-los de uma vez no chão, porque muitos não terão mais vontade de se erguer e continuar aprendendo.

Haters

Eu nem deveria comentar sobre isso. Mas eles existem. Sempre vai existir alguém que critica por criticar, xinga por xingar. Esse tipo de pessoas? Ignora!



Então é isso, meus docinhos. Não concordam com algo? Ou gostaram da postagem? Comentem ai a opinião de vocês!
Beeeeeijocas e até mais!
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Felicidade...



Eu cresci tanto de 2010 para 2014 que talvez não me reconhecesse se encontrasse meu eu do passado. Não que eu não pareça fisicamente com quem eu era, acho que minha aparência mudou muito pouco nesse tampo (ou quase nada). Mas tudo o que eu fui, como eu me via, como eu via o mundo... Tudo está diferente desde então.

Nesse período eu aprendi uma coisa muito importante para minha vida. Eu aprendi como ser feliz.

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A. S. falando de crítica

Olá meus docinhos, como estão vocês?

Eu sei que hoje é quinta-feira e eu deveria ter escrito algo antes, mas eu estava estudando para as minhas últimas provas (porque eu sou super esforçada... Acreditem...). Obrigada por sentirem falta de mim, e agora eu estou aqui para acabar com o sofrimento de vocês. 


O que eu estou falando? Ninguém sentiu minha falta...


Então vamos deixar de enrolação e ir direto ao ponto. Eu fui possuída pelo espírito crítico-revoltz da tia C e resolvi fazer um texto falando sobre crítica. E como é um texto de crítica, eu vou criticar as coisas kkk (não, jura?).

Agora me respondam uma coisa, o que vocês acham que merece ser lido ou não? Existe algum livro que você não entende porque as pessoas leem e porque faz sucesso/vende? 

Um desses debates intermináveis e polêmicos foi o que me inspirou a escrever esta postagem (eu espero não ter escrito algo sobre isso ainda - porque era algo que eu queria ter escrito há muito tempo). Não pense, porém, que eu vou plantar a semente da discórdia (mesmo eu adorando isso), vou apenas dar minha humilde opinião sobre o que merece ser lido e o que não merece.

Já respondendo à questão: TUDO MERECE SER LIDO. Eu não gosto muito quando as pessoas dizem que apenas os grandes clássicos merecem ser lidos ou que só autores canonizados são os bambambans e que merecem ter nosso tempo. Ou ainda que apenas alguns gêneros específicos ou autores específicos irão acrescentar algo em sua vida. 

Não gente, simplesmente, não. Tudo merece ser lido e lidos a seu modo [Com isso eu quero dizer: não compare coisas com outras coisas diferentes (tipo Crepúsculo e Harry Potter)]. Não estou dizendo que todos irão gostar, ou que todos irão achar que não foi tempo perdido. Eu tenho certeza que várias obras irão ficar pela metade ou com um desânimo no final. Mas... Como você saberia se ira gostar ou não se não tivesse lido? Você pode não gostar, mas pode também se tornar seu livro favorito, pode lhe ensinar inúmeras coisas que talvez não tiveram significado para outros leitores... E como você saberia se não lesse?

Muitas pessoas - entende-se aqui apenas leitores, nada de críticos literários ou pessoas que leem mais do que por diversão - gostam de jogar sua opinião e erguê-la ao patamar de "única e irrevogável". Para elas essas opiniões podem até ser, mas não para o resto do mundo. Então não leve muito a sério alguém que diz que livro x é uma droga e que bla-bla-bla

Opiniões são criadas a partir da vivência, ou seja, cada dia de sua vida cria seu gosto pelas coisas e seu modo de ver o mundo. Então... As pessoas vivem coisas diferentes = As pessoas gostam de coisas diferentes. Então o que para alguém é algo ruim ou bom, pode não ser para outros.



É isso que as pessoas devem ter em mente quando vão dar a opinião: elas tem que parar de pensar apenas naquilo que elas julgam ser o certo e aceitar as outras visões que habitam o mundo.


Então meus docinhos, leiam o que vocês querem ler, sejam felizes e deixem de lado essa sensação de guilty pleasure e vão fazer o que gostam sem se importar com a opinião alheia (e esse concelho serve para um monte de coisas). 

Nada nesse mundo é perda de tempo. As pessoas sempre aprendem com experiências novas, sendo elas ruins ou boas.



Por hoje é só. Espero que tenham gostado e logo, logo terão postagens novas e um blog mais organizado... (Ainda trabalhando na minha agenda de postagens).

Beijocas

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Empinando Pipas

Pensando em algumas metáforas e ouvindo trilhas sonoras, veio-me a mente que nossos sonhos são como pipas. Já percebeu isso?

Quando eu era pequena, os meninos da rua onde eu morava faziam suas próprias pipas, a maioria daquele delicado papel seda e sempre dando um trabalhão. Não tinha coisa melhor do que fazê-la voar, acredite. O céu ficava lindo com todas aquelas pipas de várias cores e tamanhos nadando pelo azul infinito.

Os meninos esperavam pelo vento perfeito e depois as jogavam para cima e as deixavam serem embaladas. Os melhores sabiam que hora deveriam soltar mais a linha ou enrolar novamente o carretel para não perder a pipa.

Era muito frustrante quando uma prendia em uma antena, ou a linha cortava por causa de outra pipa, ou caia na casa do vizinho... Se a pipa ainda tivesse inteira, eles poderiam ir atrás dela (subir em árvores, pedir para os vizinhos devolverem, correr pelo descampado atrás da pipa), mas se tivesse estragado ou alguém pego, a solução era fazer uma nova.

E é assim que funciona os sonhos: você tem que idealizá-lo e depois trabalhar em sua estrutura até seu formato ficar perfeito, tão perfeito que seja possível de uma coisa tão frágil flutuar contra o vento. Depois se espera o melhor momento para fazê-lo flutuar e ser carregado pelo vento - livre, mas não sem um rumo - sempre guiando-o e fazendo subir ou descer de acordo com a necessidade. 

Ao fim, se alcançará a felicidade de ver que ele deu certo. Mas também pode ser que ele enganche em algum lugar e você tenha que achar um jeito de soltá-lo, ou que o sonho de outra pessoa tenha feito o seu  se soltar e voar para longe, ou que ele caiu na casa de um vizinho que pode ou não querer devolvê-lo. Mas isso depende também de quem soube ou não guiá-lo pelo melhor caminho. 

Depende de você.

Então, vamos empinar uma pipa?

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Homossexualidade e Dolls


Ontem eu assisti a um vídeo e me senti inspirada a escrever um pouco sobre o assunto, já que ele se "encontra" em Dolls também.
NOTA: Tudo o que eu colocará aqui é o que penso. Não quero causar polêmica e não vou envolver religião (apenas o vídeo, mas isso é o vídeo, não eu). Então, sinceramente, se vocês pesam ao contrário de mim, não comentem tentando me convencer que o jeito que você pensa é o certo, porque eu não vou mudar a maneira que eu penso. Se não gosta de falar sobre o assunto, apenas não leia essa postagem.


Sobre o vídeo: Ele NÃO quer criar uma heterofobia ou fazer as pessoas acharem que mudando as coisas de lugar vão fazer as pessoas pensarem que os héteros são "anormais" (reproduzindo o que algumas pessoas comentaram no vídeo). Ele quer levar as pessoas a pensar sobre o que cometem contra homossexuais, apenas mudando a "ordem" do mundo para as pessoas que se dizem "normais" verem de uma nova forma. (Antes que alguém fale sobre "como eles teriam se reproduzido?": 1- Ciência está ai para isso, 2- Leia a legenda em 6:29).
O bullying acontece sim e não está sendo exagerado no vídeo. Aqui no Brasil as coisas podem ser mais "de boa", mas fora dele não é bem assim (é só ver as taxas de suicídios de jovens em cada país, aí irão entender).

Agora sobre Dolls. Eu não tratei de Bullying por causa da sexualidade das meninas e não pretendo tratar. O que muitas pessoas ainda pensam é que Dolls é uma história de LÉSBICAS, e não é bem assim. Sim, duas meninas namoram, mas o ponto principal não é elas serem lésbicas ou não. Elas são pessoas. Seres humanos. Que se apaixonaram por uma outra pessoa e que querem se sentir bem com ela. A amizade e o amor é o tema da história, e apenas isso.

E eu penso que é assim que as pessoas deveriam se ver. Cada um só busca a sua felicidade. Não importa se ela está em uma pessoa do mesmo sexo, ou se não está em pessoa nenhuma. Cada um deve ser feliz do jeito que escolheu ser. O problema é que algumas acreditam que a sua felicidade é mais importante do que a de outras, e não é.
Como disse antes, eu não vou falar de religião nem nada, apenas do que eu acho. E eu acho que nossa sociedade precisa amadurecer  um pouco. Não estou dizendo que cada pessoa precisa gostar de tudo porque isso seria impossível, mas que nós deveríamos agir mais como uma sociedade e pararmos de ser tão individualistas, tentando criar um mundo da maneira que queremos e não da maneira que seria melhor para todos.

Espero que tenham gostado. Como eu disse, é só o que eu penso. (Um dos meus problemas é que eu não consigo me abrir muito para as pessoas - a não ser por meio das minhas histórias - e as coisas tendem a ser simplificadas e às vezes um tanto confusas, espero que tenham entendido) 
Deixem um comentário com o que acharam e leiam a história =)
Beijos.
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Pensamentos

Às vezes eu me perguntava para que eu existia nesse mundo. Sabe… Eu nunca fui boa em nada, eu nunca fui importante para ninguém. Eu sempre me senti vazia, como se estivesse apenas levando a vida com a barriga e esperando o momento (talvez não tão triste) de minha morte.

Pode parecer bem estranho esses pensamentos, talvez até um tanto quanto suicidas, mas era daquele jeito que a vida ia andando. Não sei se algum dia alguém irá me entender e também não sei se quero ser entendida. Às vezes eu só coloco algumas palavras (nem tanto) aleatórias no papel, alguns pensamentos conturbados, algumas lágrimas e sorrisos. Não sei se alguém deveria tentar entender.

Voltando ao que penso de minha vida (ou pensava, não sei ao certo). Por mais que eu ache que esteja vivendo um nada e seja difícil de achar razões para continuar caminhando, eu continuo. Acho que muitas pessoas devem se sentir vazias, não é mesmo? Muitas pessoas devem gastar dinheiro, comer, namorar, fazer os outros se sentirem mal, fazer os outros se sentirem bem, rezar… Só para pensar que tem algo em sua vida. Pensar que nada é perda de tempo. Mas… E quando tudo se for e você se encontrar sozinha em seu quarto, só você e as paredes escuras de sua mente? O que se deve fazer para afastar todos os ruídos dos fantasmas que insistem em dizer que sua vida é apenas uma perda de tempo?

O que fazer quando as coisas que sempre lhe deixam felizes não existem mais? Às vezes elas se perdem ou nós nos perdemos (e encontrar o caminho de volta é um desafio às vezes doloroso, às vezes restaurador).

E acho que era isso que tanto me incomodava. O porquê de eu sempre está tão vazia. Eu buscava todos os dias coisas que me fizessem sorrir, mas então eu pensava de mais e chegava à conclusão que não era aquilo que queria ou que tudo era apenas uma ilusão. Pensar talvez fosse o problema… Ou parte dele… Ou um caminho para a solução. Não sei…

Mas eu penso muito sobre tudo, sabe? Não sobre as coisas banais como “que-roupa-vestir-amanhã” (sério, eu odeio isso), mas coisas que eu sinto que são importantes.

O que faz uma pessoa feliz? O que nos faz continuar andando? Por que as pessoas são tão maldosas algumas vezes e outras não? Por que todos são tão diferentes? Por que existem religiões tão diferentes e que na maioria das vezes só fazem se odiar?

Acho que essas perguntas me deixam ainda mais vazia. Eu não busco respostas concretas, já que muitas perguntas não foram feitas para terem respostas. Eu busco novos pensamentos, coisas que agreguem valor à minha vida.

Já deve estar parecendo um papo muito filosófico, mas como eu disse, eu escrevo as coisas que penso… Sinto. Mas provavelmente você deve estar pensando onde vou parar com tanto blá-blá-blá. Não sei ao certo. Vou pular logo para o que eu queria dizer.

Por mais que eu me sinta vazia, que ache que a vida não tenha sentido, que as pessoas não me amam ou qualquer coisa do gênero, eu continuo vivendo. Não porque eu quero que apareça algo importante para eu sentir que fiz algo, mas para fazer as coisas aparecerem e quando estiver perto de minha morte sentir que pelo menos um pouco de minha vida eu aproveitei com todo o coração. Não quero ser daquele tipo de pessoa que passa sua vida apenas se dedicando a algo e no fim percebe que não era aquilo que queria. Eu não sou boa em nada, mas quero fazer de tudo e tentar dar o meu melhor, porque mesmo que eu não consiga me encontrar em nada, pelo menos vou saber que tentei de tudo e não deixei que as coisas passassem por mim sem terem algum sentindo.

Por mais que depois eu seja considerada estranha (não que agora eu não seja), por mais que eu não fique satisfeita com nada, eu terei vivido feliz por ter batalhado a cada instante por uma razão. E mesmo que essa razão nunca apareça, eu estarei feliz por ter um motivo para continuar vivendo e não desistir tão facilmente da vida.

Provavelmente você não deve ter entendido nada… Ou deve estar se perguntando porque perdeu seu tempo lendo isso… Mas uma coisa eu sei, eu não sinto que perdi meu tempo escrevendo.

Obrigada por ler.

~A. S. Victorian
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