Como não amá-la?

[Postado anteriormente aqui]

Como não amá-la
Se todos os dias é a primeira
A me dar bom dia?

Como não amá-la
Se todas as manhãs, tardes e noites
Seu toque aquece meus lábios?

Como não amá-la
Se ela sempre está
Onde eu quero que esteja?

Como não amá-la
Se ela é minha
E eu faço o que quiser com ela?

Como não amá-la?
Quando solvo seu mel
E sinto meu corpo a queimar?

Por isso e mais
Não posso dizer que não amo
Minha adorável xícara.

A. S. Victorian
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Timidez

[Postado anteriormente aqui]


Minha boca está fechada
Meus olhos, apáticos
Minhas mãos, escondidas.
“Não faça os outros olharem
Não faça os outros lhe perguntarem coisas
Não faça ninguém lhe notar”.
...

E assim os dias passavam
Naquela timidez perene
Com a qual eu me acostumava

Mesmo sem querer.


A. S. Victorian
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Resenha - O Chamado do Cuco

O Chamado do Cuco - Robert Galbraith
Editora: Rocco
Número de Páginas: 448
★★★
Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.
Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.
Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.
(Como eu adoro essas sinopses que resumem bem a história... ~ pena que eu não seja boa para resumir romances policiais sem achar que estou falando de mais ~ então vai ficar só a sinopse mesmo)

Eu sei que Robert Galbraith é um novo pseudônimo da J.K. Rowling e que vocês devem estar pensando: Como assim a Nane deu nota inferior a quatro a algum livro dela sendo que ela ama HP e já releu umas cinco vezes...? Pois é. Sim, eu não dei 4+ estrelinhas para esse livro; sim, eu sou apaixonada pela diva J.K. e foi ela que me inspirou a escrever; e sim... Um monte de outras coisas.

Eu gostei do livro. Foi o primeiro dela que eu li depois de toda série de HP (mesmo tendo ganhado Morte Súbita junto com O Chamado do Cuco) e eu estava louca para começar já que era um romance policial e eu sou "tipo" apaixonada por romances policiais. Mas duas coisas me incomodaram nessa história, mesmo tendo adorado a narração e os personagens. 

A primeira foi que eu só comecei a me interessar pela história de fato lá pelas páginas 300. Estava legal desde o início, mas não me prendeu como outros romances policiais. Parecia que Strike apenas estava caminhando pelas ruas de Londres sem acreditar que tivera sido um assassinato, conversando com gente aparentemente maluca (é... eles eram meio malucos mesmo) e aprofundando nos podres da vida dos famosos. Isso é bem divertido (ainda mais bem escrito como no livro), mas não me prendeu como um romance policial que você não para de ler para descobrir o final.

A segunda, eu estou um pouco enjoada de textos com muita descrição. Tá, esse problema é meu, mas se você gosta de descrição, vai em frente, você irá adorar.

Os personagens são complexos, muito bem criados, eles não ficam apenas seguindo a trama principal, mas têm seus próprios problemas e têm que resolver tanto o que encontram no trabalho, quanto o que existe nas relações sociais. 

Eu gostei de que Robert Galbraith tenha entrado no mundo dos famosos, não de uma maneira superficial, mas aprofundado em algumas personagens, mostrando como elas pensam, como existe falsidade e verdades escondidas atrás de gestos e palavras. Eu não me lembro de ter lido algo que visse o mundo das modelos dessa maneira, normalmente é algo bem mais estereotipado. E por isso gostei bastante. 

A linha de investigação do Cormoran Strike foi interessantíssima, como ele mantem todas as suas ideias em segredo pelo menos até quase o final do livro, você fica com uma pulga atrás da orelha para saber porque ele continua naquela busca que parece que irá chegar a nada. No decorrer das páginas, existem pequenos detalhes que já apontam para um assassinato, mas mesmo assim, como teria acontecido?

Foi uma surpresa a maneira que ele descobriu o culpado e a situação de todos naquela noite, como não há muitos indícios que lhe ajudam a seguir a mente de Strike no decorrer da narração (apenas quando ele joga na sua cara o que aconteceu e você pensa: UAU), não tem muito o que pensar além daquilo que as testemunhas dizem ou do que a descrição ajuda. Mas no fim, tudo parece fazer sentido. 

No fim, descobrir tudo me divertiu, além de que o culpado era um "amador" nesse ramo de assassinato (aff, esse povo que nem sabe matar alguém direito kkkkkk) .

É isso ai pessoal. Espero que tenham gostado. E vocês? Já leram? Pretendem ler? Comentem ai =)
Beijocas e até.
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A Srta. K - Carta 1

Cara Srta. K,

Devo me desculpar por demorar a responder sua carta, mas estes últimos meses foram muito atribulados e não tive como parar para fazer qualquer coisa. Não sei se a Srta. sabe, mas o Sr. F faleceu há quase um mês. A verdade é que meu luto começou bem antes de sua morte de fato, meses antes, quando aquela doença começou a assolar minha vida. E se arrasta dolorosamente até agora, mas me obriguei a lhe responder para o meu silêncio não lhe preocupar mais.
Há um mês tive que sobreviver àquele tão doloroso velório. As lágrimas que derramei naquele dia são as mesmas que derramo hoje. Não deveria mais chorar, não é mesmo? Infelizmente não consigo me esquecer, principalmente quando me deparo com a casa toda vazia. Tive que despedir todos os empregados, tudo me lembrava ele.
A senhorita deve se lembrar o quanto eu odiava a ideia de me casar, ainda mais com um desconhecido e me mudar para uma cidade distante daquela que cresci, onde todos que eu amava viviam. Talvez deva estar se indagando se eu não estou um tanto quanto feliz com a minha liberdade tão esperada e um pouco repentina, mas não estou. De fato não estou.
Tinha pensado muito a respeito disso durante o casamento inteiro. Como eu queria voltar a ser livre e seguir alguma vez o meu coração, mas depois de anos de casada, aquilo fugiu à minha mente e minha relação com meu esposo se atenuou a chegar, não digo a amor, mas a amizade. 
Ele sofreu e morreu como meu amigo. Acho que deve ter padecido ainda mais por causa da falta daquela paixão ardente dos casais, ou nossa falta de filhos. Culpo-me até hoje por não poder tê-lo dado uma criança, aquilo que ele tanto queria...

Mas, voltando àquilo que me fez lhe responder, fico feliz por saber sobre seu trabalho no hospital e gostaria muito de ter mais notícias a seu respeito. Como andam todos? Seus irmãos e sua mãe estão bem? 
Espero que esteja gostando de seu trabalho. Lembro-me bem o quanto a senhorita gostava de cuidar dos outros e se importava com todos.
Precisamos nos encontrar em breve. Espero que meu período de luto passe e eu me sinta melhor para sair e me encontrar com o mundo.

Espero ansiosamente sua resposta e notícias de todos que tanto importam para mim.

Com carinho,

Sra. F

...
A próxima carta será postada aqui. Era para eu ter postado ontem, mas nem eu, nem a Cartaen tivemos ideias para a história. Então decidimos que seguiremos até ter um enredo mais definido.
Esperamos que acompanhem e gostem.
(Não deixem de seguir o blog de tia C)

Beijocas e até mais.

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Valentine's Day

Eu resolvi lhe mandar essa cartão por todos os motivos que você já deve saber tão bem...
Quando nos conhecemos, eu simplesmente não conseguia mais parar de pensar em você. Não era como os outros, não, você era diferente. Seu sorriso me fazia continuar cada dia mais. Sua sabedoria e força de vontade me faziam não desistir nunca. Por apenas desejar lhe encontrar mais uma vez, eu continuava trabalhando duro e dando o melhor de mim.
Por mais que eu saiba que você não existe no mundo real - mesmo sendo tão real para mim, não consigo não me sentir bem quando estou pensando em você.
Por isso e muito mais...

Happy Valentine's Day Arxi ❤️


A. S. Victorian
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Fim do Desafio de Maio e sobre o mês de Junho...

Como o mês de maio terminou ontem, acabou também o desafio. Não sei se vocês estavam acompanhando, mas quero convidar a todos a lerem os poemas que escrevemos nesse mês.

Sigam o Royal Blossom para mais poemas e coisas aleatórias =)

Agora o que terá nesse mês de junho aqui no blog? 
É praticamente meu último mês de aula antes das férias, então as coisas podem ficar um pouco corridas. Espero seguir o cronograma e postar todas as semanas.

Meta de livros para esse mês:

  • Acabar O Chamado do Cuco
  • Reler O Cortiço
  • Acabar Fortaleza Digital
  • Ler A Menina que Colecionava Borboletas
  • Ler Ligue os Pontos
  • Começar Drácula





Tenho outros livros para ler para a faculdade, mas ainda tenho que arrumá-los, depois os coloco na lista.

Dolls e outros textos:

Estou querendo acabar Dolls até julho, então vou ter que dar uma corridinha na escrita. Minha média (para esse mês por causa das provas e talz) é de pelo menos um capítulo por semana.
Agora sobre outros textos, concepts, poemas, etc, eu vou tentar postar toda semana também. Estou conversando com a Tia C (dona do blog Masquerade) para fazermos algum desafio juntas esse mês. Não prometo nada ainda (porque ela é muito chata kkk *apanha*), mas vamos ficar na espera, né?
Além de que eu estou planejando alguns textos novos e também resenhas para deixar o blog sempre movimentado.

Resenhas:

Além de resenhar esse bando de livro que tenho que ler, vou escrever a de Dom Casmurro e dos doramas que estou assistindo. Alguém aqui gosta de doramas? Estou vendo uns bem fofinhos agora, logo, logo, deixo vocês a par de tudo.

E então minhas amoras, querem alguma postagem especial? Alguma tag?
Podem pedir pelos comentários.

Beijocas e até mais.


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E Então Eu Li Memórias Póstumas de Brás Cubas... [Resenha]


Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
Editora: L± POCKET (sim, minha edição é pocket porque eu sou pobre)
Número de páginas: 216



Memórias póstumas de Brás Cubas, como o nome já diz, são as memórias de Brás Cubas depois de morto (senhorita óbvia). É narrado sob a visão da primeira pessoa, sendo o narrador personagem o próprio Brás Cubas, que já começa o romance morto.
A história é narrada desde a infância do protagonista, quando ele conta como os pais o tratavam e como ele era mimado. Nessa época também foi quando Bras Cubas conheceu Quincas Borba (que aparece mais tarde no romance de maneiras distintas - e também tem seu próprio romance). Daí chegamos a sua adolescência, namoros por interesse, estudos, volta para o Brasil, noiva que não virou noiva...
Ele, depois de mais velho, se apaixona pela mulher que seria antes sua noiva, Virgília, e, como ambos se amam - mesmo ela já sendo casada, passam a se encontrar.
Virgília se muda com o marido e fica um tempo afastada de Cubas, sendo que nessa época ele volta a velha amizade com Quincas Borba (que quer por que quer fazê-lo adepto do humanitismo - e por isso passa a ser chamado de filósofo).
Ao fim, antes de morrer, ele encontra alguns personagens que passaram pela sua vida, mostrando em que situação  se encontravam - se não estivessem já mortos.

"AO VERME
QUE
PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES
DO ME CADÁVER

DEDICO
COMO SAUDOSA LEMBRANÇA
ESTAS
MEMÓRIAS PÓSTUMAS"

(Eu não soube muito bem como resumir essa obra. Acontecem muitas coisas, têm muitos personagens e alguns fatos que eu quero que leiam para saber o que aconteceu. Então por enquanto é só isso mesmo.)

A verdade é que eu não queria resenhar essa obra, como também não quero resenhar Dom Casmurro (mesmo eu achando que vou sim). Eu tive que ler para a universidade e minha análise vai ficar um pouco voltada para o que aprendi.

Sou suspeita para falar se gostei ou não porque eu amo Machado (S2). Claro que tem capítulos que eu diria que são inúteis (mesmo eu sabendo que não são), e que podem atrasar um pouco a leitura (mas leiam todos, todos são importantes). Mas gosto mesmo assim.
Eu gosto de Brás Cubas o mesmo tanto que gosto do Bentinho de Dom Casmurro (que é, em uma escala de 0 a 10, -1). Quando você lê só por ler, sem se importar muito com os personagens ou não fazendo uma análise "profunda", ele parece só um personagem normal (levemos em conta a época que foi escrito e a escravidão no Brasil). Mas Machado é mestre em criar narradores que não devemos confiar e dentro de todos os capítulos, podemos ver uma crítica irônica a sociedade brasileira (que pode se aplicada, em termos, até hoje).
Então leiam com cuidado e vocês irão perceber.
(E se vocês passarem a não gostar dele como eu, coloquem no comentário o/)

Eu indico Machado a todas as pessoas do mundo (é tanto amor...). Ainda prefiro Dom Casmurro à Brás Cubas, mas o livro é muito bom. E eu ainda fico chocada com a personalidade desse narrador... Ai Ai.
E não gente, não leiam culpando Machado pelo que acontece e achando que ele era um preconceituoso e talz. Apenas tente entender a obra, ok? Se for difícil, procure umas análises online...

Agora um pouco sobre a edição:
Eu gostei bastante, ela não vem apenas com o romance, mas também com uma biografia do autor e um panorama da vida cotidiana da época (que ajuda a entender as motivações de Machado e guiar um pouco a leitura).

Me digam vocês: Já leram? Gostaram?
Comentem ai =D

Beijocas e até a próxima


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