1- Concept

Eu estava rascunhando alguns personagens quando esse concept veio a minha mente. Já tenho inúmeras cenas dos dois juntos, mas no momento quero que muitas coisas continuem em segredo. [É um projeto futuro que estou organizando e espero que um dia possa fazer com que vocês o conheça]

Espero que gostem!






Ele estava me encarando. Encarando-me tão fixamente que nem ao menos piscava. Parecia que não respirava também. Seus olhos me censuravam da pior maneira possível. Eu sentia o descontentamento, sentia que ele estava desapontado comigo.  Sentia tudo aquilo como comichões na pele. Mas… O que poderia eu fazer? Eu nunca tinha mentido. Só escondido a maior das verdades, a que mudaria tudo. Mas… Ele não precisava saber daquilo e nunca tinha indagado nada também.

Há alguns meses nem nos conhecíamos, por que eu deveria falar toda a verdade para alguém que tinha se apaixonado por acaso? Eu nunca pedi para que gostasse de mim. Nunca jurei nada. A culpa não era minha.

Devo confessar que me sentia um pouco culpada. Por mais que não quisesse admitir, eu sinto algo por ele também. Eu não falaria aquilo para ele, claro, mas ainda me inquietava um pouco.

– Até quando planejava esconder isso? – Ele franziu o cenho.

– Para sempre. Vivi a minha vida toda escondendo isso, mais alguns anos não fariam diferença. – Cruzei os braços. – O senhor não sabe como é horrível viver assim. Acha que eu gosto de esconder a verdade? Acha que eu gosto que me acusem sem ao mesmo me conhecerem? Eu não gosto! Nunca machuquei ninguém, nunca matei ninguém! E mesmo assim os outros me perseguem e arquitetam minha morte.

Ele não comentou nada. Permaneceu em silêncio. Eu prossegui.

– O senhor não sabe nada. Então… Vai em frente. Mate-me logo e acabe com isso. Será melhor para todo mundo, não é?

– Tome mais cuidado da próxima vez. – Ele se levantou depois de muito me observar calado. Encarei-o sem compreender.

– O que o senhor disse? – Segurei sua mão. Minha cabeça abaixou-se e eu senti minhas bochechas corarem - sempre acontecia aquilo quando eu o tocava.

– Tome mais cuidado, para que ninguém descubra.

– O senhor não fará nada?

– Eu não me importo com o que seja. Só quero que fique bem. – Colocou a mão em meu queixo e o ergueu. – Eu lhe protegerei, mas a senhorita tem que se cuidar também. Se fosse outra pessoa já estaria morta a essas horas.

Concordei timidamente com a cabeça. O rosto dele estava centímetros do meu. Ele se afastou, sorriu e saiu da barraca. Eu não desgrudei os olhos dele até sumir de minha vista.

Será que o que ele tinha dito era verdade? Ele iria guardar meu segredo mesmo?

Olhei mais uma vez para a porta. Deitei-me no colchão de palha.

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